Ponta Porã, Quinta-feira, 19 de abril de 2018
01/09/2017 13h50

Artigo: Por que e como orar?

Por: Oziel Gustavo Marian – Missionário na IECLB

Divulgação: Dora Nunes
 
 

Quero iniciar uma série de mensagens sobre a oração e quero fazê-la na perspectiva do Pai Nosso, a oração que Jesus ensinou; ela possui introdução, sete pedidos e uma conclusão.

Oração não é discurso, nem palestra e nem pregação; não é uma frase mágica, que se pronunciada corretamente, faz coisas aparecer ou sumir – tipo histórias de Aladim ou Herry Potter. Oração é uma conversa com Deus e não há muitas regras envolvidas. Ou seja, não importa posição, lugar e nem momento. Oração é uma conversa com Deus, então, podemos usar como modelo, nossas conversas com amigos, pais ou conselheiros.

Em Mateus 6.5-13, Jesus ensina seus discípulos a orar e ali encontramos três princípios fundamentais: Primeiro princípio – embora haja orientação para que os cristãos orem durante seus encontros, ela não deve ser a única nem a mais importante das orações. A oração é algo muito pessoal, íntima e por isso Jesus ensinou que devemos fazê-la na privacidade do nosso quarto. Quando Jesus era cercado por multidões, ele ensinava e curava as pessoas, mas para orar, ele se retirava.

Segundo princípio – a oração não deve ser longa e nem repetitiva. Na oração particular até podemos nos estender um pouco mais, principalmente quando queremos abrir nosso coração para Deus ou pedir em favor de outras pessoas. Mas jamais ficar repetindo aquilo que já falamos ou pedimos.

Terceiro princípio – a oração do Pai Nosso é um modelo, mas apenas um modelo. Ela não deveria ser usada como oração, mas sim como inspiração. Com ela aprendemos que devemos orar a Deus, que a oração deve conter gratidão, adoração e pedidos e que a oração deve ser curta, simples e objetiva.

A finalidade do Pai Nosso é ensinar a orar, ou seja, é algo para iniciantes na oração, é como aquelas rodinhas de apoio na bicicleta; depois que aprendemos a andar, elas não são mais necessárias.

Por fim, mais algumas coisas gerais sobre oração: ela é como o cordão umbilical, que mantém o bebê com vida e saúde. Por meio dele, o bebe se alimenta, sente e vive a vida da mãe. Por meio da oração nós alimentamos nossa fé, sentimos um pouco do que Deus sente e vivemos um pouco o que Deus vive.

A oração muda a nossa vida – assim como o diálogo e a convivência com as pessoas nos mudam, o diálogo e a convivência com Deus também nos mudam.

A oração muda também a realidade. A idéia de que tudo já está determinado e que precisamos aceitar por que é vontade de Deus, é uma idéia filosófica defendida pelo estoicismo, mas não pela Bíblia e nem pela fé cristã. Paulo disse que somos cooperadores de Deus (I Coríntios 3.9), cooperador é diferente de empregado. O empregado aceita as decisões do chefe, o cooperador ajuda com idéias, sugestões e toma iniciativas.

Então, vamos orar?

Que Deus (o Senhor), te guarde e te abençoe!

Oziel Gustavo Marian – Missionário na IECLB – ozielmarian@gmail.com

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