Ponta Porã, Terça-feira, 24 de abril de 2018
04/07/2015 06h10

A Escolha da equipe faz acontecer - José Alberto Vasconcellos.

Ao tempo em que Collor confiscava a poupança, a administração municipal venceu os quatro anos, sem nenhum deslize, produzindo ótimos resultados que abrangeram todos os setores urbanos e rurais do município.

Divulgação (TP)
 
 

Tivemos, no período de 1989/1992, a administração municipal capitaneada pelo prefeito eleito, Antonio Braz Genelhu Melo. O então prefeito, formou sua equipe para administrar o município, com os seus pares: todos maçons.

O secretariado ficou assim constituído: Saúde: Sebastião Nogueira Faria, vice-prefeito; Procuradoria-Geral: José AlbertoVasconcellos; Fazenda: Odilon Azambuja; Obras: Antonio Luiz Nogueira; Serviços Urbanos: Egon Sim; Educação: Idenor Machado; Planejamento: Eduardo Serafim de Sousa; Secretários de governo: Primo R. Scaliante, e depois Arthur F. Pinto Filho. Todos vinculados a discreta e operativa ordem maçônica. No seio dessa equipe, em nenhum momento, houve qualquer disputa ou pretensão pessoal, o único objetivo era prestar o melhor serviço à comunidade.

Ao tempo em que Collor confiscava a poupança, a administração municipal venceu os quatro anos, sem nenhum deslize, produzindo ótimos resultados que abrangeram todos os setores urbanos e rurais do município.

Vencido e entregue a Prefeitura para o sr. Humberto Teixeira, o prefeito elegeu-se vice-governador coadjuvando Wilson Barbosa Martins, função que deixou para ser, novamente, candidato a prefeito, elegendo-se para o período 1997/2000, com extrema facilidade, à vista da sua primeira administração.

Neste novo mandato: 1997/2000, o prefeito não contou mais com a equipe dos maçons e sua administração não convenceu. O fracasso liquidou sua carreira política, o que ficou comprovado quando, novamente, testou sua popularidade como candidato a deputado estadual.

Essa questão de equipe leva-nos a lembrar o que disse em entrevista, o ator e diretor cinematográfico CLINT EASTWOOD, depois que ganhara, em data recente, o “Oscar” (Veja, ed.25.02.15, pág.95), verbis: “ Um filme, é um trabalho de equipe: cerque-se dos melhores profissionais, e eles farão você parecer melhor do que é.”

Todos sabemos que o atual prefeito é pessoa realizada como empresário, possui tudo do que precisa ou sonha em termos financeiros. Sabemos, também, que sua intenção como prefeito é das melhores, e para que esse desejo revelado seja revertido em obras e serviços, e sua carreira política também não fique pelo meio do caminho, precisa de equipe, e essa que ai está, tem falhado em boa parte, o que o faz patinhar no comando de auxiliares, que fingem que vão mas não vão!

A cidade está suja, as calçadas sofríveis e obstruídas – como exemplo citamos aquele tapume localizado na rua João C. Câmara, entre as ruas Joaquim T. Alves e a Onofre P. de Matos, ao lado do Banco Santander – ali um tapume privatiza 2/3 da calçada há uns três anos. Não constrói e tampouco libera a calçada. Resta para os pedestres – em grande parte idosos, que demandam a Igreja Matriz – uma estreita faixa tomada por postes e árvores, obrigando-os a caminharem pela rua. Já escrevemos sobre esse tapume, já falamos com Secretários e vereadores, mas... nada!

Faltam semáforos para os pedestres. Na esquina da av. Presidente Vargas com a Marcelino Pires, no canto da Praça Antonio João, um acidente arrancou o semáforo; o equipamento sumiu e os pedestres estão desorientados. Outros (semáforos) estão queimados ou não existem. O cruzamento das ruas Nelson Araújo e Emílio Figueiredo, por onde flui todo trânsito do Água Boa, carece de semáforo, já solicitamos à Agetran, que alegou não poder atender o pedido, porque um semáforo custa 40 mil reais!

A malha viária central, tem sua pavimentação carcomida, roída e emperebada, o tempo passa...e a pergunta: Até quando vamos ter de esperar ? O tempo é curto e os reparos não são poucos.

Quatro anos, o tempo que dura uma administração municipal, passa rápido! O prefeito não pode dar-se o luxo de manter secretários ineficientes, como alguns que se esquivam até em atender ao telefone, quando chamados pelos contribuintes, para reclamações ou sugestões.

Há coligações políticas, e o prefeito é forçado a acomodar um “enviado especial” que vem representar o partido coligado, todavia não é obrigado a acomodar incompetentes, porque o salário que esse “enviado” vai receber é pago com os impostos cobrados, para gerar algo que seja do interesse social, como a saúde, a educação, a limpeza e conservação dos bens públicos. Esses serviços cobram soluções e não desculpas.

Assim, para que a equipe não liquide o prefeito como político e o município como pessoa jurídica (que já possui uma dívida astronômica, herdada), o prefeito há de ter coragem para dizer NÃO! NÃO! e NÃO!

Melhor um segundo com as faces vermelhas pelo NÃO, do que amarelas, por tempo indeterminado, pelo SIM!

27.06.2015 (4700) Membro da Academia Douradense de Letras. (josealbertovasco@yahooo.com.br)

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