Ponta Porã, Sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
28/02/2015 06h

A hora e a vez do papel higiênico - Jose Alberto Vasconcellos.

Hoje são os caminhões que estão parados, pelo alto preço do diesel e dos pedágios, que tem, em contrapartida, o baixo preço do frete

Por: Tião Prado
 

Depois de implantado o governo bolivariano na Venezuela (pequena Veneza, porque o lugar lembrava aos colonizadores, a cidade de Veneza, na Itália), o país agora é uma potência militar. Faz prova disso, a publicação de notícia no jornal Progresso de 25.02.15, verbis: “O presidente Venezuelano, Nicolas Maduro (...) acrescentou que não aceitará “nem mais uma ofensa” de Washington.”

A CIA (Agência de Inteligência Americana) descobriu que Maduro está acertado com Fidel Castro, seu aliado militar, para a invasão dos Estados Unidos da América. A operação bélica, que vem sendo preparada pelas duas potências de língua espanhola, já teria até nome: “Ve-Cu-Tio Sam.” (Venezuela e Cubra contra o Tio Sam).

Nosso país está parado como na Venezuela; aqui em decorrência da greve dos caminhoneiros, e lá, porque faz parte do sistema bolivariano de governo. Lembremos que Maduro goza de elevada estima do governo petista brasileiro .

É sonho da nossa “presidenta”, e disso ela não tem feito segredo: o de transformar o Brasil numa Venezuela. Inveja o sistema administrativo bolivariano, e vem criando as condições necessárias, para que nos igualemos a ele. Esforça-se também, para assimilar “tudo o que há de bom”, no governo cubano.

Dizem que na sua cabeceira, além da foto, no centro, do seu guru “aquele que nunca sabe de nada!”: de um lado, a direita, está a foto de Fidel; e de outro, a esquerda, a de Maduro. Para os entendidos, essas fotos representam devoção absoluta, ao “Trio Parada Dura.”

Como governadora do Brasil, buscando igualar nosso país à Venezuela, aumentou impostos e o preço da energia elétrica, que já é escassa, inviabilizando a indústria e fechando postos de trabalho. É estarrecedor o número de metalúrgicos dispensados.

Não vem cumprindo as promessas que fez, orientada pelo roteiro que lhe forneceu o marqueteiro Santana, contratado a peso de ouro com dinheiro da Petrobrás, para enganar a população.

Reeleita e empossada, tem empenhado-se para inviabilizar os sistemas produtivos e distribuidores nacionais, elevando o preço do diesel, indispensável para produzir e distribuir as riquezas. Situação agravada pela falta de ferrovias e hidrovias que funcionem.

Hoje são os caminhões que estão parados, pelo alto preço do diesel e dos pedágios, que tem, em contrapartida, o baixo preço do frete. Amanhã estarão parados também os tratores no campo, prejudicando a produção agrícola, que alavanca nossas exportações.

A inflação já mostra a cara e a recessão segue-lhe os passos. Os problemas são agravados pela incompetência administrativa e nos conduzem para o mesmo nível da VENEZUELA. Sem produção, sem abastecimento, sem plano de governo e sem escrúpulos.

Tanto um pontapé no traseiro, como o beijo gelado de um defunto, causam o mesmo assombro, que produz o desabastecimento. Essa abominável carência, priva-nos até do PAPEL HIGIÊNICO! Bem de uso privado, que sumiu da Venezuela desde o início do governo bolivariano.

O sistema bolivariano é invejado aqui, e esforços são despendidos para imitá-lo; não porque interessa ao povo, mas porque torna realidade, desejos inconfessáveis de poder. Quanto às prateleiras dos mercados vazias e a estarrecedora carência de papel higiênico, nesse sistema, o assunto sempre fica para ser discutido depois.

A caterva vermelha venezuelana, entende que quem não pensa “bolivariano”, quer derrubar o regime. Lá a justiça funciona com os lacaios do regime, e qualquer pessoa que for acusada de infidelidade ao Maduro, vai para a jaula, onde apodrecerá, sem defesa. Recentemente assistimos pela TV. o prefeito de Caracas, ser arrastado para fora do prédio da Prefeitura, pelos cães do Maduro. Na matilha, rosnando, alguns cubanos, mais eficientes e confiantes!

Direitos Humanos é o que a militância esquerdista reclama para si; para o restante da humanidade, sobram os campos gelados de trabalho escravo na Sibéria; as jaulas e os fuzilamentos determinados pelos “chefetes” de plantão, sem defesa, tanto na Venezuela, como em Cuba. Sistemas que apaixonam o governo petista.

A famigerada Comissão da Verdade, escavou todos os cemitérios em busca de cadáveres – reais ou imaginários – para atingir nossas Forças Armadas, que os dispersou em 1964, para que NÃO FOSSEMOS, já naquele época, a VENEZUELA de hoje. Sobre eles mesmos, nada apuraram. Acha que confessariam o que fizeram à margem da lei?

O que se pode dizer, diante da realidade: — ESTOQUEM PAPEL HIGIÊNICO! 25.02.2015 (4689) Membro da Academia Douradense de Letras. (josealbertovasco@yahoo.com.br)

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