Ponta Porã, Quinta-feira, 26 de abril de 2018
13/06/2015 06h10

A tradição mantém a família unida, preserva os costumes e encaminha a prole.

Família: pai, mãe e filhos, sabe-se, é um grupo de pessoas ligadas entre si pelos laços do casamento, pela descendência ou pelo parentesco

Divulgação (TP)
 
 
José Alberto Vasconcellos. José Alberto Vasconcellos.

“Família: um grupo de pessoas que têm as chaves da mesma casa.” (Millor Fernandes), apud (Os mais belos...M.Chalita). Posta de lado a tradição, esquecidos os costumes transmitidos pelos ancestrais, prevalece o pensamento de Millor, acima transcrito. A família torna-se um ajuntamento de pessoas, cada uma nadando do seu jeito, para manter-se na superfície.

A tradição dos pais em passar para os filhos, oralmente, os costumes e os ensinamentos recebidos dos ancestrais, acompanhados de bons exemplos, é necessária, indispensável e sobremaneira importante, para a formação do ser humano, que vem ao mundo para, com os genitores e os irmãos, formar uma família. Um exemplo do que seja tradição, está na Bíblia Sagrada, em Êxodo, 12:14, verbis: “Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o com uma festa em honra ao Senhor: fareis isso de geração em geração...”

Família: pai, mãe e filhos, sabe-se, é um grupo de pessoas ligadas entre si pelos laços do casamento, pela descendência ou pelo parentesco. É, na acepção da palavra, uma célula social que comunga todas as virtudes e se alia nos esforços, objetivando, solidariamente, superar problemas para que cada um, individualmente, possa cumprir sua missão no seio da civilização que o acolhe; perpetuar a raça e diligenciar, solidariamente, para a melhoria das condições humanas.

Constatamos não obstante, que a tradição que até a pouco vinha norteando a sociedade, tem perdido força diante de uma modernidade, que avança a passos largos e se impõe, para mudar os costumes e vulgarizar a missão que o ser humano deve cumprir, neste mundo.

Vulgarizados os costumes, têm-se aquilo que chamamos de manias. Da carência do compromisso com a realidade, tem-se o “oba-oba!” que embala as multidões ignaras e embrutecidas, embaladas, muitas vezes, pelo uso de alucinógenos. Manias que se multiplicam e se recrudescem até no seio das famílias abastadas e esclarecidas para, cada vez mais, tumultuar a paz social alicerçada em costumes consagrados, que até então vinham consolidando a civilização humana, desde épocas imemoráveis.

É missão das famílias a multiplicação do ser humano, para a perpetuação da raça. As novas criaturas, os filhos, vêm para enriquecer o lar e as famílias e consolidar a renovação da humanidade. Com os primeiros movimentos, instintivamente, buscam um espaço e orientação para palmilhar o árduo caminho da vida, que terão pela frente.

Os filhos precisam do indispensável calor familiar, para aquecê-los e orientá-las nos seus primeiros passos – conforme a tradição – e depois explicar-lhes as coisas da vida para, finalmente, descortinar-lhes a realidade crua que emoldura a vida de cada um.

Observamos, contudo, que nos dias de hoje, a infância já nos primeiros passos, vem sendo vitimada pela modernidade. As mães não mais preparam a “papinha” dos seus bebês; trabalham fora e os deixam sob os cuidados de pessoas estranhas, constatando, depois, que sua negligência levou seu filho a receber maus tratos da babá que os agride para facilitar seu “trabalho”. Esses costumes modernos dissociam os filhos da mães e aviltam a maternidade.

A mãe, desobrigada da criança que trouxe ao mundo, orgulha-se agora – não da maternidade que realizou – mas de ser uma profissional nalguma atividade que até então era privativa dos homens. O bebê, tido como um mal necessário, não tem os cuidados a que faz jus, não recebe os carinhos devidos pela mãe e tampouco goza da assistência imposta pela tradição que vai transmitir-lhe os bons costumes, alicerce da moral.

Como ser humano, como gente, é lesado nos seus direitos fundamentais impostos pelo “Consuetudo” – O direito natural! As meninas não aprendem mais a cozinhar, a banhar uma criança ou lavar uma peça de roupa. Ela é induzida, desde a tenra idade, a buscar uma vocação fora do lar: ser médica, advogada, professora, policial...

As mães que negam o seu regaço aos filhos, orgulhosas da profissão fora do lar, ocupam-se agora, apaixonadamente, com cachorros, confira: “O que significa para o país a revelação do IBGE de que as famílias brasileiras já têm mais cães do que crianças.” (Veja, capa, ed.10.07.15).

O tempo revogou o provérbio: “Deus não pode estar em toda parte, e por isso fez as mães.” Provérbio judeu) (op. cit.).

Esse provérbio judeu não previu, que o amor das mães pelos filhos, um dia migraria para os cachorros!

Bonito, né? O Millor sabia das coisas!

09.06.2015 (4673) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br)

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