Ponta Porã, Quinta-feira, 26 de abril de 2018
10/12/2016 16h

Artigo: Premonitório, o General alertou, poucos ouviram

Por: José Alberto Vasconcellos

Por: Dora Nunes
 
 

O General Olympio Mourão Filho (1900-1972), NÃO CONHECEU LULA, mas veja como ele foi profético quando escreveu seu livro "Memórias", (apud Google), verbis: "Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto, e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante num sábio, um louco em gênio equilibrado, um primário em estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso."

Transforma-se num monstro perigoso, vaticinou o general. Observe que o general faleceu em 1972, trinta anos antes do aparecimento daquele que viria para dizer a frase mais solene da República: "Nunca antes neste país!" Eleito presidente do Brasil em 2002, tomando as rédeas do poder em janeiro de 2003, Luis Inácio Lula da Silva, conduzido nos braços da militância enlouquecida e ávida para "comer" o dinheiro público, subiu a rampa do poder delirante!

A realidade dos acontecimentos que se desdobraram a partir daquele momento em que o sindicalista tomou posse — ponto a ponto — verificou-se o alcance irretocável da profecia do general Olympio Mourão Filho — registrada no seu livro intitulado "Memórias".

O tempo corroborou o vaticínio profético: na revista Veja, à pág. 34, ed.05.10.2016, podemos ler: "Lula, desnudado e desmitificado em razão dos graves crimes que lhe são imputados, envolvendo desvio de dinheiro público, numa paráfrase de um poema de Fernando Pessoa, não passa, hoje, de um "cadáver político adiado que o PT maquia."

E mais:

"Eis aí mais um belo pedaço do patrimônio nacional que foi roubado neste país. Junto com os bilhões saqueados desde janeiro de 2003 da Petrobrás, dos fundos de pensão, dos Correios, da Caixa Econômica Federal, do Ministério dos Transportes e de quase tudo o que tenha alguma coisa a ver com o governo, levaram também a graça do nosso cotidiano." (apud Veja, ed. 21.09.2016, pág. 102.

Com boa parte do staff de 2003 chancelado pelo PT na jaula, outros tantos já tomam o mesmo caminho deprimente da segregação, incluso ai o ex-presidente da República (2003/2010) o sr. Luis Inácio Lula da Silva, com a carcaça envolvida em vários processos judiciais, alguns deles sob os cuidados do nosso herói, juiz Sérgio Moro. Testemunha-se, presentemente, a queda irreversível do império fundado na hipocrisia, na mentira, na incompetência, no lero-lero, na megalomania de querer o poder pelo poder, e na fome insaciável pelo dinheiro público.

Batidos de frente pela Justiça, restou do glorioso PARTIDO DOS TRABALHADORES, depois que os mais lisos saltaram do barco, apenas alguns saudosistas da moleza que desfrutaram para meter a mão na gaveta. No parlamento, para contestar verdades incontestáveis, alegam que as medidas do governo que objetivam recuperar as finanças do país — vão prejudicar os trabalhadores — acintosa falta de personalidade — porque foram eles que tiraram o trabalho e o salário de TREZE MILHÕES DE TRABALHADORES, com a recessão decorrente do roubo dos "Pixulecos" do Tesouro, com as bênçãos do chefe.

Nunca antes neste país, testemunhamos a atuação de um escroque hipócrita descarado, fanático e megalomaníaco, encenando com refinada maestria — temos que reconhecer — o "melhor da demagogia", que hoje não engana mais ninguém, e faz minguar a militância interesseira.

Não se vislumbra, contudo e a despeito de tudo, nenhum resquício de autocrítica ou senso do ridículo por parte do "artista", pelos acontecimentos que emolduram o quadro pintado desde janeiro de 2003 até 2015, quando a "presidenta" que lhe sucedeu, foi demitida por um impeachment capengo, por obra e graça do ministro que protege o PT e já dera mostras disso, no julgamento do Mensalão.

Esses petistas que ajudaram a quebrar o país e produziram TREZE MILHÕES de DESEMPREGADOS, precisam de um corretivo: apanhar de chinelo na bunda pelada, em praça pública!

11.10.2016 (4.328) Membro da Academia Douradense de Letras

(josealbertovasco@yahoo.com.br)

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