Ponta Porã, Segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
11/03/2017 05h50

Calçadas, um obstáculo para quem precisa caminhar por José Alberto Vasconcellos

Temos então os poderes do município: PREFEITURA E CÂMARA MUNICIAL renovados em consonância com a vontade livre, decidida e posta em prática pelo eleitorado.

Divulgação (TP)
 
 

Dourados empossou uma mulher como Chefe do Poder Executivo municipal; enquanto a Câmara municipal foi quase toda renovada em sua composição.

Dona Delia, agora em caráter definitivo, assumiu o comando do Município, pessoa jurídica de Direito Público Interno, já com a experiência do pouco tempo em que permaneceu no cargo anteriormente, quando do afastamento do então saudoso prefeito Artuzi. Nesse exíguo tempo em que permaneceu à testa da Prefeitura, deixou boa lembrança no seio do funcionalismo, que dela não se esqueceu.

Temos então os poderes do município: PREFEITURA E CÂMARA MUNICIAL renovados em consonância com a vontade livre, decidida e posta em prática pelo eleitorado. Elegeu-se quem teve mais votos!

Em três ocasiões: 12-04-2010; 25.09.2010; e 08.05.2014, escrevi artigos cobrando providencias dos prefeitos de então, sobre a necessidade de a Prefeitura providenciar a limpeza da cidade e a EXIGÊNCIA DE CALÇADAS REGULARES PARA OS PEDESTRES.

Nessas três oportunidades que abordei o problema das calçadas, não testemunhei nenhuma providência por parte dos Prefeitos de então e tampouco qualquer interesse pelo lado dos Vereadores. Não se registrou quaisquer interesse do poder público, em amenizar as dificuldades de quem precisa caminhar nesta cidade para ir e vir. Ficou registrado que os interesses do Executivo e do Legislativo eram outros, diferentes e alheios às necessidades do povo que os elegeu.

Agora são outros os tempos, temos à testa da administração municipal uma MULHER! A propósito, veja o que disse a saudosa Chanceler britânica, Margaret Thatcher: "— Quando for PARA FALAR, chamem um homem; mas quando for PARA FAZER, chamem uma mulher!" Acreditamos que desta vez, com uma mulher à testa do executivo municipal, muitos problemas crônicos, serão resolvidos.

Além dos danos que a pavimentação das ruas apresenta, que não são poucos, produzidos por verdadeiros comboios de caminhões com reboques, carregados com até cem toneladas de grãos, que embora sejam proibidos de trafegar na área urbana, CONTINUAM TRAFEGANDO. Na rua Antonio E. Figueiredo, onde moro,seguidamente, neste período de safra, os caminhões com suas carretas trafegam livres de qualquer interferência da Agetran, órgão que mais tem primado em lavrar multas, por questiúnculas. Faltam semáforos para pedestres e outras providências para melhorar o trânsito em muitos locais, e dar segurança àqueles que atravessam as ruas.

Quanto as calçadas, basta que andemos por algumas quadras no centro ou em qualquer outro local, para verificar que são sofríveis. Estão danificadas, apresentam níveis e obstáculos incompatíveis, matagal, muita sujeira constituída por lixo doméstico, restos de construções ou depósito de materiais de todas as espécies. Um cadeirante ou uma mãe com seu filho num carrinho, estão definitivamente, impedidos de utilizarem-se das calçadas, em Dourados, Mato Grosso do Sul.

No artigo que escrevemos em 25.09.2010, ficou assentado, verbis: "...os passeios tradicionais, como estão, cobram redobrada atenção do caminhante, para que se desvencilhe dos obstáculos. São cadeiras, mesas, bancas com roupas, aparelhos de som, ambulantes com suas mercadorias, buracos e outros trambolhos colocados no passeio público. Há passeios escorregadios; aclives entre o prédio e a sarjeta; variedade de nível entre um prédio e outro; e bancas de jornais: numerosas e obsoletas, ocupando boa parte das calçadas, prejudicando o comércio estabelecido e o pedestre, que vê seu espaço tomado, graciosamente, pelo "fiteiro"."

Em 12.04.2010, noutro artigo, registramos: "Temos lei e leis; decreto e decretos, que exigem a implantação do passeio púbico. Há fiscal e fiscais a soldo do erário, para fiscalizar o cumprimento do Código de Posturas. Há secretários, assessores diretos do prefeito, para comandá-los no cumprimento das metas administrativas estabelecidas, cuja ação, no que tange a limpeza da cidade e a melhoria das calçadas, tem preferência, porque vinculadas ao bem estar da comunidade."

Que a lei seja cumprida senhora Prefeita. A lei que obriga o proprietário de imóvel urbano implantar o calçamento no passeio público, com observância das normas estabelecidas e mantê-lo em condições de uso para todos: idosos, deficientes e quem mais puder locomover-se "motu proprio", ou com o concurso de acompanhante.

Lembremos o que disse a Chanceler britânica, Margaret Thatcher, "—QUANDO É PARA FAZER, CHAMEM UMA MULHER!"

Vamos embelezar nossa cidade, que em pouco tempo terá trezentos mil habitantes!

04.03.2017 (4720) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br)

Envie seu Comentário