Ponta Porã, Segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
03/10/2015 08h50

Desajuste, reajuste e os desajustados, por José Alberto Vasconcellos.

O contribuinte não sabe para onde foram os impostos arrecadados

Divulgação (TP)
 
 

Sabemos que nosso País passa por um desajuste financeiro; e que o governo, politicamente, também desajustado, procura por todos os meios, e com todos os recursos de que dispõe, inclusive lançando mão do tradicional “toma-lá-dá-cá”, obter amparo para o ajuste do desajuste, que a sua incompetência administrativa provocou.

Debaixo de uma tempestade de críticas, capenga e desacreditado, o governo busca com empenho, uma possibilidade, por mais modesta que seja, para reajustar o que se encontra desajustado.

Enquanto a administração da República Federativa do Brasil, afoga-se em problemas de todos os naipes, um Ministro do S.T.F., Dias Toffoli, (ÉPOCA, ed. 28.09.2015, págs. 48/49), “...consegue (com a aprovação da maioria dos ministros do S.T.F.) retirar do juiz Sérgio Moro novos casos da Lava Jato, decisão que põe em risco o futuro das investigações.”

“O ministro do S.T.F. Dias Toffoli – ex-advogado eleitoral do PT, ex-advogado-geral da União no governo Lula, que chegou ao S.T.F. pelas mãos do mesmo Lula, o advogado que fora reprovado duas vezes num concurso para juiz, pôs-se a dar lições jurídicas ao juiz Sérgio Moro.” (op.cit.pág. 48)

O país perdendo o grau de credibilidade; o orçamento futuro com um rombo assombroso; o governo desnorteado, fazendo apologia à abobrinha e ao pepino, consegue fazer da administração pública, escorada nos seus 39 ministérios, uma salada mista indigesta e dispendiosa, que consome com tudo o que arrecada e ainda deixa o país na pendura.

O contribuinte não sabe para onde foram os impostos arrecadados, vez que o governo não apresenta nada de concreto, principalmente nas áreas da saúde pública, na educação e na segurança que tem dado moleza demais aos bandidos. O que é público e notório é a nulidade do Congresso, a inflação que avança, a recessão que fecha portas e provoca meio milhão de desempregados.

Enquanto o governo não sabe mais o que diz, e o ministro Toffoli, do S.T.F., tumultua o trabalho do juiz Sergio Moro, que está mostrando serviço e recuperando valores surrupiado dos cofres públicos, voltemos ao rombo no orçamento para o exercício de 2016, provocado por gastos excessivos sem retorno, já do sobejo conhecimento da sociedade. Todavia, caso estivessem todos os órgãos nacionais ligados, e neles incluídos o Executivo, o Legislativo e o Judiciário; autoridades civis, militares e eclesiásticas, com um só objetivo teriam evitado e resolvidos os problemas financeiros do país, e não haveria o vexame da dívida pública que envergonha a Nação.

Veja, o Brasil possui riquezas minerais (Art. 176, caput e par. 1º. da Cf.) que se não fossem contrabandeadas, favorecidas pela conivência oficial que facilita esse descaminho, e imperasse a honestidade no território nacional, por parte dos agentes públicos, todos os problemas estariam resolvidos. Citamos como exemplo, a demarcação da reserva indígena “Raposa Terra do Sol” de proporções territoriais imensas, localizada em área de fronteira. Região que detém a maior jazida de diamantes e -- pasmem! – 98% das reserva mundiais de NIÓBIO, usado em metalurgia. Elemento químico (simb. Nb) de número atômico 41 e massa atômica 92.906.4, us. em aços e ligas metálicas de grande resistência e estabilidade térmica, em cápsulas espaciais, mísseis, foguetes, reatores nucleares e semicondutores.(Enc. Larousse).

O mundo consome com 37 mil toneladas de NIÓBIO anualmente. O valor da tonelada do mineral é decidido na Inglaterra, que não produz um único grama, ou melhor 2% que vem do Canadá. Sabe-se que um quilograma de NIÓBIO, no garimpo, é vendido por R$400,00.” (Google). Feitas as contas, com este volume: 37.000 toneladas renderiam aos cofres nacionais 14 bilhões e oitocentos milhões, anualmente.

Qualquer tipo de riqueza nacional, pública ou privada, de natureza tecnológica, cientifica, humana, industrial, mineral, agrícola, energética, de comunicação, de transporte, biológica, assim que desponta e torna importante, é imediatamente destruída, passa por um inexorável processo de transferência para outras mãos ou para seus “testas de ferro” locais.

Talvez por isso o jornal Folha de São Paulo noticiou no dia 05 de novembro de 2002: “Lula passou o final de semana em Araxá em casa de CBMM do Grupo Moreira Salles e da multinacional Molycorp.” “A companhia exporta 95% do NIÓBIO que retira de Minas Gerais e é a maior exploradora do metal no mundo. O caso é antigo. Por meio de uma ONG, a empresa financiou projeto do instituto Cidadania, presidido por Luiz Inácio da Silva...” (Google).

Então?

30.09.2015 (4729) Membro da Academia Douradense de Letras. (josealbertovasco@yahoo.com.br).

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