Ponta Porã, Quinta-feira, 19 de abril de 2018
05/09/2015 06h20

Desemprego: Aflição e desespero - José Alberto Vasconcellos

Bom explicar, que presentemente, a República Federativa do Brasil possui DOIS PRESIDENTES.

Divulgação (TP)
 
 

Desemprego ocorre quando o cidadão é dispensado do trabalho, que até então rendia-lhe o salário necessário para o sustento da sua família e, não raras vezes, para amparar também, o pai e a mãe idosos, ou ainda, algum deficiente agregado, por laços familiares. A remuneração obtida no emprego, é o ar que o trabalhador e seus dependentes respiram!

Entre o trabalhador (de um lado) a quem a esquerda classifica como “proletário”, e a si outorga o direito de representá-lo; e (de outro), a classe que cria empregos e paga os salários; – a mesma esquerda – com desprezo, rotula como “burguesia”. Nesse espaço, entre o trabalhador e o empregador, a militância gravita instigando greves, procurando tirar vantagens, sem preocupar-se com o emprego do seu tutelado.

Favorecidos pela desinformação e pelo desapontamento de alguns segmentos sociais, esquecidos pela politicagem irresponsável, os comunistas, não raras vezes, conseguem impor sua nefasta filosofia, à qual pode-se definir, sem exagero, como a arte de mentir, confundir e tirar proveito de quem trabalha. Tudo com observação restrita ao que contém a Cartilha de Lênin, consubstanciada no seu “Decálogo, de 1913.”

Resumidamente, o “Decálogo” orienta: “Corrompa a juventude; Divida a população em grupos antagônicos; Destrua a confiança do povo em seus lideres; Fale em democracia mas assuma o poder sem nenhum escrúpulo; Colabore com o esbanjamento do dinheiro público; Promova greves; Promova distúrbios; Contribua para a derrocada dos valores morais; e, Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo.” (DESTACAMOS A RECOMENDAÇÃO: “Colabore com o esbanjamento do dinheiro público.”)

O estudante de Relações internacionais da Universidade do Vale de Itajaí (Univale), João Vitor Gasparino da Silva, recusou-se fazer trabalho sobre KARL MARX e divulgou seu protesto, incluíndo nele, o “Decálogo de Lênin”, na Internet. O acadêmico sentiu-se enojado, negou-se em ocupar-se do assunto relacionado com a filosofia megalomaníaca, mentirosa e assassina, onde seus lideres são falsos até nos nomes: LENIN chamava-se, na realidade, Vladimir Ilitch Ulianov; e Josef Stalin: Ossip Vissarionovitch Dijugachvili.

Personagens esses, admirados, amados e imitados por Fidel Castro, Nicolas Maduro, Evo Morales, e claro, pela militância remunerada do PT, capitaneada por Lula e pela “presidenta” Dilma, todos escorraçados e sobreviventes, da contra-revolução de março de 1964. Ainda hoje, inconsoláveis, arrastam malas e exumam cadáveres, às custas do Erário.

É congênita e incurável a compulsão comunista, que como um espírito desventurado apossa-se do sujeito e o conduz para o mundo da mentira, da truculência assassina e do desamor àqueles que não lêem a mesma cartilha.Transforma-se numa parasita, com ânimo de viver à custa do trabalho alheio por tempo indeterminado, movido pela indolência e amparado pela lei do menor esforço. Legitima-se, por fim, como tutor daquele a quem explora, registrando-o num sindicato.

Bom explicar, que presentemente, a República Federativa do Brasil possui DOIS PRESIDENTES. A “presidenta” que tira plantão no Palácio, em Brasília (DF) e o sr. Luiz Inácio Lula da Silva, que faz o trabalho de campo, em Cuba e na África.

Para melhor entender esse “imbróglio” que nos faz crer que temos dois presidentes, necessário que se leia com atenção a reportagem da Revista Época, ed. 31.08.2015, págs. 34/43, intitulada “Nosso homem em Havana.” No corpo da reportagem: “Sobre a construção do Porto de Mariel (em Cuba), como se falasse em nome de Dilma, (Lula) disse que a obra tinha financiamento garantido e que não haveria “mudança”, (...) Como um ex-presidente pode, afinal, dar a garantia de que Cuba poderá contar com dinheiro público do BNDS? E como garante que não haverá mudança, se essa é uma decisão que, em tese, cabe ao governo e ao banco estatal. Na conversa, Lula também insistiu, como queria a Odebrecht,...”

E mais, à pág. 42: “Sublinharam que, tendo em conta o volume de créditos já consignados pelo BNDS a Cuba (total) USD (dólares americanos) 1,5 bilhão, dificilmente o CONFIG aprovaria novos desembolsos sem contrapartida de Havana...”

Nesse ínterim, a “presidenta”, campeã das pedaladas, reunida com o seu mentor, – o “Filho do Brasil” e “Nosso homem em Cuba” – confabula, deslumbrada, recebendo instruções, ao tempo em que a inflação recrudesce, o desemprego agiganta-se e o PIB agoniza.

Nos cofres vazios, inconsoláveis, as Muquiranas cantam em coro, hinos fúnebres pela morte de uma bastarda que a Nação inteira repudiou: a CPMF.

Ufa!

30.08.2015 (4.826) Membro da Academia Douradense de Letras.
(josealbertovasco@yahoo.com.br)

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