Ponta Porã, Segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
02/12/2017 05h50

Inoportuno, intempestivo e idiota por José Alberto Vasconcellos

Como se disse, essas denúncias fora de tempo, extemporâneas, não combinam com os costumes de hoje.

Divulgação (TP)
 
 

Em artigo recente publicado no jornal "O Progresso", intitulado "De José do Egito a José Mayer, da Globo", foi abordado o ASSÉDIO SEXUAL e suas implicações, sendo que naquele caso, no Egito, foi a mulher (a mulher de Putifar) quem assediou o israelita José. Todo o desenrolar desse episódio está na Bíblia Sagrada (Gênesis. Cap. 37 e vers. 39:7 e ss.).

Agora virou moda: artistas cinematográficas famosas por participar de produções inolvidáveis em Hollywood, que correram o mundo e encantaram multidões, confessam tardiamente — 30 anos depois — que no início da carreira, foram assediadas pelos produtores; ou que no curso das filmagens, foram assediadas pelo artistas com os quais coadjuvavam.

Acontecimentos que ocorreram há dezenas de anos, mas só agora, já no fim da carreira, milionárias e consagradas, denunciam o assédio, fazendo-se de vítimas. Veja o que escreveu J.R.Guzzo (Veja, ed.22.11.17, pág.114) "O produtor foi reduzido a farinha de rosca em menos de um minuto!" Não esclarecem, contudo, se cederam ou não, às investidas, e como conseguiram o sucesso que buscavam. Não é difícil apurar o sucesso ou insucesso de cada uma delas, influenciadas pelos assédios: as que não obtiveram sucesso, evidentemente, foram sepultadas pelo ostracismo; essas, com certeza, resistiram!

Esse tardio e inoportuno ataque àqueles que as teriam assediado, passado já tanto tempo, serve nos dias de hoje, apenas para que possamos aferir a desinteligência e o caráter das assediadas que, colheram as vantagens propiciadas por quem as desejou um dia, seguramente hipnotizados pela cor dos seus olhos ou pelo perfume que usavam.

Como se disse, essas denúncias fora de tempo, extemporâneas, não combinam com os costumes de hoje, confira dois casos publicados na revista VEJA. O primeiro, publicado na ed. de 04.10.2017, à pág. 74, verbis: "Paula (nome fictício), de 23 anos, enviou a Lucas Henrique (perfil fake), com quem tinha um relacionamento virtual iniciado no Facebook, uma foto em que aparecia nua."

O assédio, tendo ou não êxito, objetivando a exploração do sexo oposto, inclusos aí os transgêneros (Veja, ed. 18-10-2017, pág. 76 e ss.) atualmente tem valor relativo, ou nenhum, já que até oferta há, como vimos acima, no caso da Paula que mandou sua foto nua, para o galante navegador, que apenas disse: — Pode ser, ou está difícil? E ela já mandou-lhe sua foto pelada!?

Palmilham a mesma trilha: O assédio, a oferta e a propaganda, como nos mostra a revista VEJA, edição nº 2548/ano 50/nº 38, na qual, à pág. 74/78 reporta-se à "MOSTRA QUEERMUSEU — A Vitória das Trevas." No corpo da reportagem; "O movimento Brasil Livre (MBL) saiu clamando nas redes sociais pedindo o boicote de uma exposição de arte (...) em Porto Alegre, sob a alegação de pedofilia e de zoofilia, além de blasfêmia." "A exposição batizada de Queermuseu – Cartografias das Diferenças na Arte Brasileira, estava em cartaz no espaço do Santander Cultural desde l5 de agosto..."

"Com os ataques do MBL e de outros grupos (...) o núcleo de artes do banco espanhol antecipou o encerramento (...) Em nota oficial o Santander pediu "sinceras desculpas"..." À pág. 77 da revista mencionada, há duas pinturas, uma delas mostrando o ato sexual de transgêneros; e outra, mostrando duas crianças, tendo elas escrito nos peitos: o da menina, "Criança viada, travesti da lambada"; e do menino: "Criança viada, deusa das águas." O que se viu nos quadros pintados na tal exposição, foi um imperdoável insulto à sociedade civilizada — inaceitável sob qualquer aspecto — promovido por degenerados hipócritas, que abusam das liberdades democráticas, para tentar emporcalhar os bons costumes, tradicionalmente, cultivados e preservados nos seios das famílias bem constituídas, tementes a Deus e cientes do que a Bíblia condena.

A Bíblia Sagrada: ROMANOS, cap. 1, vers. 27: "Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejo uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebem em seus corpos a paga devida do seu desvario." E no 32: "Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem." E ainda na mesma Bíblia, LEVÍTICOS, Cap. 18, vers. 22 e 23 trata do mesmo tema, quase com as mesmas palavras.

Diante do avanço acintoso da pouca vergonha, que até promove exposições, como foi a "MOSTRA QUEERMUSEU", com apologia à homossexualidade e à zoofilia, envolvendo crianças na patifaria, ouvir depois "queixas" de mulheres milionárias, sobre assédios sexuais dos quais tiraram vantagens, é piada!

12/21-11-2017 (4800) Membro da Academia Douradense de Letras. (josealbertovasco@yahoo.com.br).

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