Ponta Porã, Terça-feira, 24 de abril de 2018
19/12/2014 11h

Leia o artigo " O FENÔMENO QUE SE REPETE" - José Alberto Vasconcellos.

E o tempo não pára só porque o sujeito está frustrado, desiludido, esmorecido e frouxo com a política!
Divulgação
 
 

Quando se aproxima a data para a posse de um político num cargo executivo, ocorre o fenômeno da piracema dos barnabés. Em que pese e possa influenciar o trabalho levado a cabo por forças políticas de várias etnias e com teor alcoólico variado, que tentam segurar nas “boquinhas” servidores servis; a que chamam de período de “indefeso”, porque não protege os peixes de uma maneira geral, mas só bagrinhos. O fenômeno, pode-se dizer, é sazonal, tem início na estação do – “quem fica e do quem não fica!” .

Nunca é certo o que se pode conseguir; na maioria das vezes a frustração e a privação são os frutos que se colhe! Embora defendida com vigor a manutenção de barnabés e os cabides do “emprego público” onde até então estiveram dependurados, a disputa, e a assombrosa concorrência, anulam os esforços.

Concomitante ao empenho na defesa de tetas para todos, na penumbra dos gabinetes, pessoas reunidas já com tetas garantidas, cochicham, no mesmo diapasão do chiado das pererecas, ignorando os guinchados das corujas nas torres do palácio, pressagiando novos tempos.

Nesse momento – em que “ninguém é de ninguém”– um “entendido” proclama a meia voz, com a peculiar covardia de um puxa-saco dedicado:“— O nosso governador não terá condições de governar, tamanho é o rombo! Monstruosa é a dívida! Inacreditável o número de funcionários “fantasmas”!” Pintam o céu da cor do Capeta e o sol da cor do avental da mãe Joana. Personificam a ingratidão, esquecidos das polentas que mitigaram suas desnutrições.

Enquanto o nível da Represa da Cantareira continua baixando, o eleito, já encabulado, rodeado por seus áulicos mais chegados, tocam trombetas imitando Josué em Jericó, tentando derrubar muralhas e agregar políticos servis de outras etnias para a empreitada que vai começar. Ao mesmo tempo assopram a flauta dos hindus, para encantar e tentar tanger para fora do Palácio, “cobras criadas”, que se mantém aninhadas no seio do poder. Num e noutro caso, a finalidade que se almeja é a mesma: engabelar o eleitor desinformado, pintar o futuro com cores irreconhecíveis e abusar da inteligência do contribuinte que paga a conta; inteiramente já esquecidos e alheios, de que quem precisou da polenta, recebeu em tempo o seu fubá!

Investir contra o óbvio, denegrindo o trabalho e o empenho administrativo do antecessor, revela uma deprimente tolice, porque enquanto tentam imitar Josué na iminência de assumir o poder, demonstram, ao

mesmo tempo, medo (paura) e impotência diante das “cobras” que habitam o poder e suas periferias. O povo assistiu a novela, conhece o elenco, a trama e o “the end” da estória. Iria agora acreditar em bobagens?

O filho do bem-aventurado casal Carlo e dona Giuseppa, depois de ocupar a prefeitura da capital por duas vezes, com incontestável sucesso administrativo, galgou o posto de governador, onde com o mesmo entusiasmo pelo trabalho, mostrou serviço em todos os rincões do estado. Ninguém ficou sem o fubá. Aqui em Dourados recebemos do governador Puccinelli, apenas no campo das vias públicas, o Anel viário Norte; a rodovia Dourados/Itaporã; e agora, em fase de conclusão, a rodovia Guaicurus que dá acesso às Universidades e ao Aeroporto Arlindo Cardoso.

Ao governador Puccinelli, além dessas obras, devemos a reconstrução do Colégio Presidente Vargas, com o concurso do nosso dep. fed. Geraldo Resende.

O certo é que o sucesso político do italiano, que de início não conseguiu ser o prefeito de Fátima do Sul, melindrou figurinha carimbada que nunca saiu do único álbum em que foi colada, há décadas... neste caso temos e “havemos” de lembrar da máxima que diz: “Quem muito quer, tudo perde! E acaba chupando os dedos.”

E o tempo não pára só porque o sujeito está frustrado, desiludido, esmorecido e frouxo com a política! Todos passam, todos vão e a política, a pompa dos cargos públicos ficam! Ficam registrados na história para o conhecimento dos pósteros. Quem foi herói, foi herói! Quem foi bandido, foi bandido! E pronto!

O contribuinte teria de ouvir agora, as “chorumelas dos aspones” que correm atrás do governador eleito, fazendo-se de esquecidos do fubá que o italiano, como prefeito e como governador, forneceu para suas polentas durante dezesseis (16) anos!

05 e 16.12.2014 (4541) Bacharel em ciências jurídicas e sociais e Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br)

Envie seu Comentário