Ponta Porã, Quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
21/10/2017 05h40

O SUS, o Judiciário e o legislativo: Orgãos distintos nas finalidades, mas harmônicos nos seus efeitos

O povo esforça-se para acreditar nas virtudes da democracia, previstas na Constituição quando define os direitos e os deveres dos cidadãos.

Divulgação (TP)
 
 

Há afinidade entre os três órgãos da administração federal. O primeiro (SUS), causa a morte do paciente, que espera pelo internamento e falece no decurso desse prazo — longo e inexplicável! O segundo (STF), ao contrário do SUS, interna imediatamente os processos e os mantém nas estantes do Supremo, em regime de espera para o julgamento. Com raras exceções, esses processos recebem atenção somente depois da prescrição, coroando a pouca vergonha! Faz renascer o meliante até então deprimido, pela possibilidade de uma condenação, com anos de jaula e o confisco do produto roubado. O terceiro (LEGISLATIVO), tem em suas gavetas, apodrecendo pelo decurso do tempo, as reformas que poderiam minorar os sofrimentos da Nação e desenvolver o País. Em suma, em cada um deles — que abusam do tempo — há um efeito nocivo à Nação.

Esses órgãos públicos gastam fortunas retiradas dos impostos recolhidos. No Legislativo, deputados e senadores empregam um número assombroso de funcionários sem qualquer utilidade prática para o contribuinte. Tratam ali apenas de assuntos que lhes interessam, esquecem que representam a Nação. Na Saúde, há médicos, enfermeiros, laboratoristas, convênios com hospitais e uma sacanagem homérica, que não leva em conta a vida do ser humano. Na Justiça, há juízes, desembargadores e ministros, apoiados por um contingente inacreditável de assessores, em instalações soberbas, com permanente acesso fácil a tudo que julgam necessário, todavia há venda de sentenças, omissões criminosas e engavetamento de processos para beneficiar escroques.

Aferidos os resultados, vamos constatar que o SUS (Sistema Único de Saúde) pela omissão e desinteresse em atender o paciente, embora com condições para tal, leva à morte o deserdado estendido no corredor, aos gritos de dor. Constrangimento inconsolável que toma conta de toda família, impotente e revoltada: não pôde e não conseguiu fazer nada, para minorar o sofrimento do ser querido. Num último suspiro, o moribundo tem consigo a lembrança da ignominiosa covardia, pelo abandono a que foi relegado. Confira a realidade, transcrita na matéria publicada na revista Veja, ed. 14.12.16, pág. 95, verbis: "...duas formas de conduta médica, ambas errôneas. A primeira, destinada aos que possuem recursos, leva a adoção de procedimentos desnecessários. A segunda, atrelada aos menos favorecidos financeiramente, é a sonegação dos cuidados disponíveis." Registre-se, por fim, que médicos recém formados, num percentual de mais de 50%, não conseguiram acertar nenhum diagnóstico, conforme noticiaram as TV´s, em data recente.

No STF e noutros tribunais de instâncias inferiores, pelo mesmo decurso do prazo, o meliante é favorecido pela prescrição. A inoperância do Judiciário faz concretizar a esperança do bandido, que festeja! A alegria do escroque destoa da tristeza dos que choram, pela morte do familiar abandonado mo corredor. Livre e manso, o bandido vai continuar a fazer o que sempre fez, beneficiado pela pouca memória do eleitor.

Nos três exemplos: por comissão ou omissão, O PRAZO É O CULPADO POR TODOS OS MALEFÍCIOS, que assolam a Nação e o País. Os culpados pelas ilegalidades e omissões, são: a prevaricação, a incompetência, a má-fé e outras moléstias, que acometem autoridades instaladas nos três poderes: União, Estados e Municípios. É um monstro responsável pela morte de muitos (SUS), a liberdade indevida de outros (JUDICIÁRIO) e o engavetamento dos sonhos da Nação (LEGISLATIVO).

O povo esforça-se para acreditar nas virtudes da democracia, previstas na Constituição quando define os direitos e os deveres dos cidadãos. Contudo, a realidade registra procedimentos diferentes no seio da administração pública. A igualdade perante a Lei não beneficia os descamisados, para estes os direitos e as oportunidades são minguadas. A saúde, a educação e a segurança, são sonegados. A classe mais carente, não tem o retorno dos impostos que pagou, para acudir a miséria em que vive.

Todavia, temos o juiz federal Sergio Moro em Curitiba, e nele mora nossa esperança. O Dr. Moro já prendeu duas centenas de meliantes, condenou 107 e confiscou-lhes os butins; no mesmo período, o S.T.F. em Brasília, não condenou ninguém! A revista Veja publicou em sua capa, ed. 27.09.2017: "Os dois ritmos da Lava-Jato: - Curitiba: 107 condenados; Brasília: nenhum!" Decorridos anos do início da Lava-Jato, o S. T.F. NÃO CONDENOU NINGUÉM! .

A prescrição é o prêmio!

23.02.2017 (4800) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com)

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