Ponta Porã, Segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
29/08/2015 05h30

Obrigações primeiro, direitos depois - José Alberto Vasconcellos

Sabemos que a quadrilha tem chefe; e que o butim do chefe pode estar guardado em Cuba

Divulgação (TP)
 
 

As obrigações fundamentais do cidadão (e também da cidadã) é tratar a halitose (mau hálito), eliminar o odor das axilas e, finalmente, acabar com o chulé!

Não adianta ao cidadão (e também à cidadã) ler Camões; falar, usando termos gramaticais rebuscados; declamar Augusto dos Anjos, Manoel de Barros ou Odila Lange; discutir Shakespeare; envergar fatiotas modernas de refinada elegância; enfim, tentar por todos os modos parecer o que não é, se está contaminado por um dos males que afetam a boca, os sovados e os pés.

Cumpridas as obrigações básicas relacionadas com a eliminação dos eflúvios da carcaça, e mais, abstendo-se de falar bobagens relacionadas à política, como elogiar a “presidenta” e seu partido; ou demonstrar qualquer simpatia ao comunismo, que sabemos, é um cancro que corrói a sociedade civilizada, confiscando-lhe os bens e tirando-lhe as liberdades; o cidadão passa a desfrutar dos seus direitos, porque vive num regime democrático. Neste regime, o cidadão é livre e árbitro, das suas próprias vontades, claro, descontados os seis meses de cada ano que é obrigado a trabalhar, só para pagar os impostos que lhe são cobrados e consumidos, pela incompetência, sem deixar rastros.

Então, momentaneamente, livre das pressões que o Mundo, juntamente com os políticos, impõe-lhe, poderá, envolvido pela mais ampla liberdade que o ser humano civilizado pode desfrutar: tomar um copo de garapa, comer um pastel ou até um pratinho com canjica ou arroz-doce. Pena que esses momentos são escassos, porque, de repente! Soam as panelas! É o panelaço! A “presidenta” está na TV, em rede nacional, arrotando bravatas, pelas quais revela que debelou a inflação, levou água ao Nordeste, acionando a bomba de Cabrobó; que a falta de energia é apenas porque não há linhas de transmissão no canteiro da produção eólica; que o desemprego – bem, pulemos esta parte!

O cidadão que toma sua garapa ou come seus quitutes, quietinho, matutando, conclui que o partido que comanda o poder, tem agido de forma esquisita, como se construísse navio sem possuir mar; que bombeasse o São Francisco na Cabrobó, sem, na realidade, levar um litro de água para ninguém; que inaugurou várias vezes uma estrada de ferro (a Norte- Sul),que vem do nada e está parada no meio do desconhecido.

O cidadão, pleno de direitos, livre da halitose, da fermentação das axilas e do chulé, fica cada vez mais encabulado: por um lado o governo, na voz da “arrojada presidenta” canta loas ao progresso, enquanto a incompetência administrativa come o emprego de milhões de trabalhadores, num ritmo assustador NUNCA ANTES VISTO NESTE PAÍS; que em mais de DOZE ANOS, não foi ministrado na educação dos pobres, nenhum ensinamento que os habilitassem a pescar; interessaram-se, tão-somente em mantê-los na dependência da miserável e minguada “bolsa família”, em troca do voto, para que se mantivessem no poder; não concluíram nenhuma das “grandes obras” do PAC e o que foi feito, até o momento, não beneficiou ninguém, além dos ladrões!

A endemia política que vinha debilitando o País, desde que baniram D. Pedro II, enfim debelada pelo presidente Fernando Henrique, período em que possibilitou a uma família que se alimentasse por uma semana com DEZ REAIS, foi abandonada. Por falta de profilaxia, a moléstia (inflação) voltou com vigor, e com ela os ratos passaram a devorar o País. Uma caterva de bandidos NUNCA ANTES VISTA NESTE PAIS, com fome canina, comeu a Petrobrás, o BNDS, o BND, a Eletronuclear, a Eletrobrás e, sobretudo, o emprego dos brasileiros.

O abuso do poder, a incompetência e o desperdício do dinheiro publico, rendeu esta nota na VEJA, ed. 26.08.15, pág.114, verbis: “Descobriu-se no noticiário que na sua recente VISITA DE UM DIA à Califórnia, durante a viagem que fazia aos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff conseguiu gastar 100.000 dólares só com o aluguel de carros. Foram contratados 25 motoristas para levar a comitiva brasileira de lá para cá, a bordo de automóveis, vans, ônibus e até um caminhão...” !!!?

Sabemos que a quadrilha tem chefe; e que o butim do chefe pode estar guardado em Cuba; país que, em nenhuma circunstância, vai atender pedido de informação, ou abrir espaço à investigação policial comandada pelo juiz federal Sérgio Moro (nosso herói); principalmente, depois que essa ilha comunista foi aquinhoada com um porto marítimo, construído com nossos impostos,por ordem do tal chefe, comodatário da caixa forte!

Para falarmos em Deus e não apenas em demônios, é possível afiançar que o interior da nossa Catedral da Imaculada Conceição, depois da reforma encetada pelo Padre Crispim, tem seu interior, praticamente, idêntico, ao interior da capela Pazzi, na Igreja de Santa Croce, em Florença, na Itália, decorada em 1430, pelo arquiteto florentino Filippo Brunelleschi (1377-1446).

24.08.15 (4896) Membro da Academia Douradense de Letras. (josealbertovasco@yahoo.com.br)

Envie seu Comentário