Ponta Porã, Quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
29/07/2017 05h40

Uma ilha e uma guerra, causaram o fim do idílio por José Alberto Vasconcellos

Na Argentina, um argentino definiu: os argentinos são italianos que falam espanhol e pensam que são ingleses.

Divulgação (TP)
 
 

Confraternizaram-se durante uma excursão, quatro Nações: a brasileira, a argentina, a uruguaia e a paraguaia. Brasileiros foram conhecer a Argentina e o Uruguai, transportados por uma viatura paraguaia.

Nessa excursão de poucos dias, confraternizaram-se representantes das quatro Nações, que estiveram envolvidas na Guerra da Tríplice Aliança. O tempo decorrido desde o fim daquela malfadada guerra, curou os ferimentos e recompôs a paz entre todos.

Na Argentina, um argentino definiu: os argentinos são italianos que falam espanhol e pensam que são ingleses.O amor e os interesses entre ingleses e argentinos fez daquele País, a Argentina, um lugar exótico, com construções de prédios com requintes nos acabamentos em alto e baixo relevo, nas fachadas.

Estabeleceu costumes, fomentou uma cultura européia e consolidou um modo de vida diferente, para aquele País latino, colonizado pelos espanhóis e tomado por uma imigração de italianos que chegou a representar sessenta por cento (60%) da sua população

A influência inglesa contudo, incutiu nos argentinos uma maneira diferente de pensar e agir, o que se comprova facilmente, pelo uso intensivo do idioma inglês no nome dos estabelecimentos e demais informativos que se vê, quando andamos pelas ruas. Restaurantes, hotéis e quaisquer outros ramos de atividade, estão empastelados com palavras no idioma britânico.

Uma ilha que os argentinos sempre chamaram de Malvinas e os ingleses de Folklands da qual detinham a posse, um dia foi reivindicada pelos argentinos crentes que, dada a longa e harmoniosa convivência, facilmente conseguiriam transferir sua identidade britânica para o patrimônio dos portenhos, o que foi um crasso erro. O pau comeu solto e marcou o fim de um amor incestuoso, que durou muito tempo com juras de amor. O amancebamento terminou, mas a marca dos britânicos permanece na Argentina.

Impressiona a vastidão dos pampas argentinos, lugar que Deus fez, especialmente para a criação de bovinos e ovelhas. Há pastagem abundante e nascentes naturais que formam pequenas lagoas. Todos os dias, o Criador nos dá um espetáculo indescritível com o por do sol, sem cobrar ingresso.

Na Argentina não existem motoqueiros e o trânsito flui somente com veículos de quatro rodas, o que transmite muita tranqüilidade e segurança para os motoristas. Buenos Aires é tomada por lugares históricos: a Boca, o Caminito, o Porto Madero, o Jardim Japonês, a Feira de Santelmo e muitos locais históricos e tradicionais.

O Teatro de Arena "Señor Tango" inicia seu espetáculo, com a entrada no palco de dois índios montando cavalos, empinando as montarias, enquanto numa tela lateral de lédio, com tamanho de, aproximadamente, cinco metros de altura e trinta de comprimento, mostra uma tribo inteira de índios montados, com seus gritos característicos. Vencida a etapa da abertura, inicia-se o espetáculo propriamente dito, que é a dança do tango. Moças voam presas por cabos; cantores sucedem-se, assim como os dançarinos, até o final épico e emocionante, quando uma artista canta "Não chores por mim Argentina", enquanto o telão (aquele dos índios) exibe uma multidão de pessoas abanando lencinhos brancos para Evita Perón. No término da música, num momento apropriado, cai do teto faixas de pano com as cores da bandeira Argentina, enquanto a orquestra dá o tom musical que o momento exige. Lindo espetáculo! Vale a pena assistir!

Na República Oriental do Uruguai, também livre de motoqueiros, há uma escultura de bronze numa praça, em tamanho natural, de um carro tirado por três juntas de bois, com o carreiro a cavalo; atrás do carro, mais uma junta de bois de reserva. Tamanho natural — repetimos — com impressionante perfeição, que mostra até as costelas ressaltadas dos animais emagrecidos.

De Motevideo partimos para a Colônia de Sacramento, onde há restos de uma muralha erguida pelos portugueses que queriam dominar aquele canto do mundo. Seguimos depois para Punta del Este, estância balneária de alto luxo. Ali há um conjunto residencial de alto padrão, onde honestos e desonestos passam temporadas e gastam o dinheiro que levam nos requintados cassinos.

Registramos, por final, que em todas as paisagens, é marcante as águas do Rio da Prata, cujo estuário no Oceano Atlântico, é o mais largo do mundo.

Com o Cometa de Amambaí, fomos e voltamos!

26-07-2017 (4474) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br).

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