Ponta Porã, Quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
02/08/2014 17h20

Eleições democráticas, sucessores e as ditaduras por José Vasconcellos

O regime democrático é o pressuposto para o bem-estar, que fomenta a iniciativa e o trabalho de cada um, indispensáveis para o progresso individual

Divulgação (TP)
 
José Alberto Vasconcellos.

Foto: Arquivo José Alberto Vasconcellos.

Foto: Arquivo

A democracia, renovada por eleições periódicas livres, como essa que se aproxima em nosso País, para eleger o presidente da República e governos estaduais; Congresso e deputados estaduais, é o tônico que mantém vivo o regime que nos permite ver o céu azul e a todos sentir no rosto, a brisa da liberdade.

O regime democrático é o pressuposto para o bem-estar, que fomenta a iniciativa e o trabalho de cada um, indispensáveis para o progresso individual. É a paz, a liberdade e as demais condições favoráveis aos homens, que somadas à justiça e a outorga de direitos e deveres iguais para todos, revelam a certeza no futuro.

Na realização das eleições para os cargos majoritários, sendo vedada a reeleição por exaustão do privilégio, é lembrado um nome para a sucessão. O SUCESSOR é uma figura enigmática, caso não seja um mero e subserviente preposto.

Do ponto de vista político, o sucessor é a figura que carrega consigo indecifrável mistério: nunca se sabe, se eleito, o que ele pensa fazer. Existe por força da mecânica democrática, que veda àquele que já foi reeleito, a possibilidade de concorrer novamente, mas não lhe tira o privilégio de indicar e apoiar um sucessor, querendo.

Amado por alguns e odiado por outros, o sucessor é indicado e apoiado, para servir como suporte para interesses óbvios. Fustigado por dúvidas, aquele que o indicou embaralha suas cismas aos conselhos que recebe, para aplacar seu desconforto.

Eleito o SUCESSOR, caso seu desempenho como homem público, supere a administração daquele que o indicou: a criatura devora o criador! Caso o SUCESSOR seja um fracasso como homem público: a culpa é de quem o indicou! Neste caso é excomungado por seu criador! Em quaisquer das hipóteses, só um (quem indica) sai perdendo, mas...

...o que anima a indicação do SUCESSOR, é a esperança de quem o indicou, que ele “abafe” possíveis rombos financeiros; e que mantenha na função, os barnabés “mais chegados”. Que quebre, quando solicitado, alguns “galhos” para amaciar sua vida, fora do poder.

Caso o SUCESSOR, nascido em berço Católico, constate algum rombo nas finanças e denuncie que o órgão foi devorado pela corrupção; que há barnabés demais, e grite: “Pega ladrão!”, já se vê que a indicação daquele SUCESSOR, foi um engano imperdoável. Ele vai acordar a Polícia e o Ministério Público. — Ingrato! Miserável!

No Brasil, o que temos como sucessor na presidência da República, não passa de um mero preposto condicionado, no caso a “presidenta”, vigiada de perto. Divide o governo e obedece o antecessor, que toma decisões, dá ordens e revoga atos que não lhes convém.

Enquanto o sistema democrático de governo contempla-nos com essas preciosidades decorrentes das liberdades e das responsabilidades, completamente diferentes, são as DITADURAS. As de esquerda são as mais cruéis, nebulosas e sanguinárias. Nelas busca-se o poder pelo poder. Leciona Darcy Azambuja, apud “Teoria Geraldo Estado”, (Ed.Globo/1969), louvando-se na obra “Traité de Science Politique”, de Georges Burdeau, verbis:“A ditadura “não cura nem corrige os vícios que ela denuncia: elimina o mal eliminando a vida. Não substitui a discórdia pela harmonia, mas pelo silêncio, não aperfeiçoa nem educa o indivíduo para o uso delicado da liberdade, comprime-o para o anonimato das massas... A ditadura não é um regime de autoridade, e sim de facilidade; e, ao contrário do que pretendem os ditadores, não se baseia em uma qualidade e sim num defeito da criatura humana.”

Nas ditaduras busca-se tão-somente tirar do trabalho alheio a ração que os mandantes não sabem produzir sozinhos, pela incompetência. Mantém-se no poder pelas proibições, ameaças, confinamentos de inocentes e pelas execuções sumárias. Nunca prestam contas dos seus atos.

Esses regimes extremistas de injustiça e de força, representam uma carga medonha, para a Nação subjugada, que tem de suportar a ignorância, a subnutrição e o mal hálito do ditador.

As sucessões, nas ditaduras, são feitas com baionetas. Temos como exemplo, a deposição de Saddan Hussein, no Iraque. Julgado e enforcado; de Muammar al-Kadhafi, na Líbia, linchado pela populaça. Barbárie mostrada na TV que chocou o mundo civilizado.

Restou provado que a Democracia é o melhor sistema, quando exercido com honestidade e competência.

Assim exortamos os eleitores, que por amor às suas próprias famílias, votem nessas eleições, em candidatos sérios, democráticos e sem nenhum histórico junto aos órgãos de repressão ao furto, ao roubo ou assalto aos cofres públicos. Como último recurso, se for o caso, vote no candidato que você julga o menos ruim, mas que seja um democrata!

Entendidos?

(4780) 30.07.2014 – Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br)