Ponta Porã, Sábado, 21 de abril de 2018
19/04/2016 18h

Ponta Porã Linha do Tempo: Tiradentes o Inconfidente, mártir de Minas Gerais o Traidor da Coroa.

Eventos históricos que marcaram o dia 21 de abril ser uma data símbolo do Brasil.

Divulgação: Dora Nunes
 

"Se todos quisermos, poderemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la." Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes)

  • Yhulds Giovani Pereira Bueno.

Heróis são muitas das vezes pessoas simples ligadas ao povo, heróis são homens e mulheres eu lutam por seus ideais, heróis reais não tem superpoderes, mas fazem que sua voz tenha força que ultrapasse montanhas e vão além do horizonte, heróis de verdade gravam seu nome no tempo, na memoria e através de seus feitos que inspiram outros a lutar pelos seus ideais.

A Inconfidência mineira foi um dos movimentos marcante do Brasil, este acontecimento liderado por Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) em busca do fim da colonização portuguesa, essa revolta ocorreu no século XVIII.

Com a queda na produção aurífera de Minas Gerais, o país europeu começou a cobrar elevados impostos da população brasileira para contra balancear a baixa produção. Isso revoltou a elite da região (colônia) contra Portugal. Tiradentes ficou conhecido por sair às ruas instigando a população para desta forma conseguir conquistar a adesão do povo ao movimento.

Segundo historiadores e pesquisas publicadas em diversos livros e em sites sobre a vida de Tiradentes e a "inconfidência Mineira", ao contrário da maioria dos envolvidos Tiradentes não fazia parte da elite. Ele era alferes e fazia parte do regimento militar dos Dragões de Minas Gerais, Tinha esse apelido por exercer também o ofício de dentista nestes tempos.

 
Joaquim José da Silva Xavier era filho do português Domingos da Silva Xavier, proprietário rural, e da portuguesa nascida na colônia do Brasil, Maria Paula da Encarnação Xavier, tendo sido o quarto dos nove filhos, nascido em uma fazenda no distrito de Pombal, próximo ao arraial de Santa Rita do Rio Abaixo, neste período histórico do Brasil era território disputado entre as vilas São João del-Rei e São José das Mortes, na Capitania de Minas Gerais. Joaquim José da Silva Xavier era filho do português Domingos da Silva Xavier, proprietário rural, e da portuguesa nascida na colônia do Brasil, Maria Paula da Encarnação Xavier, tendo sido o quarto dos nove filhos, nascido em uma fazenda no distrito de Pombal, próximo ao arraial de Santa Rita do Rio Abaixo, neste período histórico do Brasil era território disputado entre as vilas São João del-Rei e São José das Mortes, na Capitania de Minas Gerais.

O estopim para que este evento de revolta tomasse conta dos mineiros? Com a queda na receita institucional, ou seja, a colônia não estava conseguindo superar a demanda de impostos que a coroa exigia, devido ao declínio da atividade da cana de açúcar, a reforma econômica a metrópole portuguesa de "Dom João V" instituiu medidas que garantissem o Quinto, que era um novo imposto que obrigava os residentes das Minas Gerais a pagar, semestralmente, cem arrobas de prata, destinada a Real Fazenda, isso acarretaria uma perca nos lucros da região de Minas Gerais, muitos produtores alegaram que não suportariam e iriam à falência, mas a coroa ficou irredutível impondo seu novo imposto que era cobrado a ferro e fogo.

O movimento se iniciaria na noite da insurreição: os líderes da "confidência" sairiam às ruas de Vila Maria dando vivas à República, com o que ganhariam a imediata adesão da população. Porém, antes que a conspiração se transformasse em revolução, em 15 de março de 1789 foi delatada aos portugueses por Joaquim Silvério dos Reis, coronel Basílio de Brito Malheiro do Lago coronel, tenente-coronel Inácio Correia de Pamplona luso-açoriano em troca do perdão de suas dívidas com a Real Fazenda.

Os principais objetivos da luta era buscar a autonomia da província; conseguir um governo republicano com mandato de Tomás Antônio Gonzaga; tornar São João Del Rei a capital, conseguir a libertação dos escravos nascidos no Brasil, dar início à implantação da primeira universidade da região.

Com o fim do movimento antes mesmo que ele tomasse corpo e a prisão de todos os envolvidos, menos dos delatores do movimento que saíram ilesos e com o perdão de suas dividas junta a "Coroa", o governo fez questão de mostrar em praça pública o sofrimento de Tiradentes que era considerado o principal instigador do movimento, a fim de inibir a população de fazer novos manifestos que apresentassem ideologias diferentes.

Em 21 de abril de 1792, Tiradentes percorreu o trajeto, chegando à cadeia pública da região, foi enforcado após a leitura de sua sentença condenatória, Tiradentes não se defendeu da acusação de conspirador, que lhe era feita, antes se vangloriava, sendo, por isso, condenado à morte, com dez dos seus companheiros.

"Não obstante, a pena destes foi comutada e só ele subiu ao patíbulo, "Tiradentes" demonstrou, até o último momento, grande dignidade e coragem, o local escolhido para a execução foi o Largo da Lampadosa, anteriormente denominado Campo dos Ciganos, onde estava armada a forca. Seis corpos de infantaria e dois de cavalaria, além de auxiliares, cercavam o cadafalso. Grande multidão aglomerava-se na planície próxima e no morro de Santo Antônio. "Tiradentes", envolto na túnica dos condenados, calmo e grave, foi levado da prisão, hoje Câmara dos Deputados, até o cadafalso, pela Rua da Cadeia, hoje Assembleia, e pela Rua do Piolho, atual Carioca, acompanhado por dois padres e uma guarda de 100 soldados. As suas últimas palavras, ao morrer na forca, foram: "Cumpri a minha palavra; morro pela Liberdade". Eram 11 horas da manhã do dia 21 de abril de 1792, quando "Tiradentes" foi enforcado, servindo como carrasco o preto "Capitania". Fonte web monumento a Tiradentes.

Segundo relatos e registros históricos da época, o corpo balançou-se, suspenso da corda, aos olhos, da multidão, sendo, depois, esquartejado. A cabeça foi enviada para Ouro Preto (Vila Rica) e ali colocada num poste; os braços foram mandados para a Paraíba do Sul e Barbacena; e as pernas, pregadas em postes de madeira, na estrada de Minas Gerais, no alto de Varginha.

A casa de "Tiradentes" foi arrasada, e o local, salgado, sendo nele colocado um marco com uma inscrição infamante; seus bens foram confiscados e seus descendentes declarados infames até a quinta geração.

 
Imagem fonte web: Suplício de Tiradentes Pintura de Palácio Pedro Ernesto Imagem fonte web: Suplício de Tiradentes Pintura de Palácio Pedro Ernesto

Existe o museu da Inconfidência Mineira, o mesmo está localizado na Praça Tiradentes, na cidade de Ouro Preto, local onde é preservada a memória histórica, cultural e política deste fato tão importante do Brasil.

Que seus atos não sejam esquecidos pelas novas e futuras gerações, que inspirem outros brasileiros, pois veras que um "filho teu não foge a luta" se necessário para conquistar seus direitos.

Que a memória de Tiradentes e tantos outros heróis anônimos que lutaram desbravando e conquistando a independência da nação para deixar de herança a liberdade para seus futuros filhos deste solo desta rica terra acolhedora, realmente uma mão gentil.

 
Pesquisador: Yhulds Giovani Pereira Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino em História e Geografia. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federais). Pesquisador: Yhulds Giovani Pereira Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino em História e Geografia. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federais).

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