Ponta Porã, Terça-feira, 23 de janeiro de 2018
08/11/2017 08h10

Acusado de matar jornalista tem audiência no Congresso do Paraguai

Ex-prefeito foi ouvido nesta terça-feira (7).

Midiamax
 
 

O ex-prefeito de Ypehjú, cidade vizinha a Paranhos, Vilmar Acosta Marques conhecido como ‘Neneco’ teve uma audiência nesta terça-feira (7), no Congresso paraguaio. Ele é acusado da morte do jornalista Pablo Medina.

Nesta terça (7) Cristina Vilalba foi ouvida em seu gabinete e um forte esquema de segurança foi montado e a imprensa proibida de participar do depoimento, segundo o site ABC Color.

Na última semana, Cristina que está tentando a reeleição não teria comparecido para testemunhar pelo crime que é investigada junto de ‘Neneco’. Ainda de acordo com a imprensa local, Vilmar e Cristina teriam mantido contato por telefone dois dias após p crime, que aconteceu em outubro de 2014, em uma conversa de 12 minutos.

De acordo com Cristina, ela teria conversado no dia 18 com ‘Neneco’, que estava temeroso com as manchetes que o apontavam como autor do homicídio do jornalista.

Prisão de ‘Neneco’

Vilmar Acosta foi preso em Mato Grosso do Sul, em março de 2015, acusado do assassinato do jornalista Pablo Medina, correspondente do jornal paraguaio ABC Color.

‘Neneco’ pode pegar uma pena de até 30 anos de prisão e ser condenado ainda a outros outros 10 anos de cárcere como medida de segurança.

O crime

O caso começou em outubro de 2014, após o assassinato duplo de Pablo Medina e Antonia Almada em Villa Ygatimí, no departamento de Canindeyú, no Paraguai. Após o crime, Vilmar Acosta teria fugido para o Brasil.

O crime teria sido praticado pelo irmão de Neneco, Wilson Acosta Marques, a mando do ex-prefeito, após Medina ter publicado uma reportagem revelando esquemas do tráfico internacional de drogas ligados a Vilmar Acosta, segundo as investigações.

Neneco foi preso em março de 2015 em Mato Grosso do Sul, onde permaneceu até novembro do mesmo, quando foi extraditado de volta para o país vizinho. Atualmente, ele está preso na Penitenciaría Nacional de Tacumbú, no Paraguai. Seu irmão continua foragido.

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