Ponta Porã, Sexta-feira, 23 de junho de 2017
06/02/2017 16h30

Acusado de matar radialista, ex-prefeito volta a ser preso no Paraguai

S polícia paraguaia quer que a justiça brasileira envie os antecedentes de Mariano e peça sua extradição, para que ele cumpra a pena.

Campograndenews
 
 
Foto: Arquivo Foto: Arquivo

Eurico Mariano, ex-prefeito de Coronel Sapucaia, voltou a ser preso em Capitan Bado, cidade paraguaia, que faz fronteira com Mato Grosso do Sul. O político foi condenado por ter ordenado o assassinato do radialista Samuel Ramon, em 2004.

Condenado a 17 anos de prisão, Mariano foi preso na manhã desta segunda-feira (6) por agentes da polícia paraguaia. Ele chegou a ser detido no dia 19 de janeiro deste ano, mas foi solto horas depois, após apresentar um habeas corpus.

Segundo informações do site Capitan Bado, o fiscal Hernán Mendoza, deu uma entrevista para a rádio ABC Cardinal, informando que em janeiro, não pode manter o ex-prefeito preso, pois ele apresentou hábeas corpus expedido por um juiz de Pedro Juan Caballero, para que pudesse circular no Paraguai livremente.

Porém, o documento expedido foi renovado em 2015 e conforme Mendonza, ele só seria válido, se o ex-prefeito apresentasse antecedentes penais e judiciais de 2008, 2011 e 2015, sendo que pela data, o habeas corpus não teria como ter sido renovado.

Diante da situação, o fiscal abriu uma investigação e confirmou que o documento apresentado por Mariano, era falso.

Agora, com o ex-prefeito preso em Capitan Bado, a polícia paraguaia quer que a justiça brasileira envie os antecedentes de Mariano e peça sua extradição, para que ele cumpra a pena.

Crimes -

O radialista Samuel Ramon, foi morto em abril de 2004, ao chegar em casa, no centro de Coronel Sapuacaia. Ramon foi surpreendido por um homem de moto e atingido por vários disparos de pistola nove milímetros.

No decorrer do processo, o réu chegou a ser preso em razão de um mandato de prisão preventiva referente ao caso em 2005, mas foi solto em razão de um habeas corpus do STJ.

O acusado também foi processado por atirar contra José Segundo da Rocha após uma discussão em 2002 perto de um posto de gasolina. A vítima era funcionaria do ex-prefeito e estava reivindicando flexibilização da jornada de trabalho.

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