Ponta Porã, Domingo, 18 de fevereiro de 2018
29/01/2018 06h20

Contra surto: Quem viajar para o Paraguai precisará estar vacinado contra febre amarela

Vacina precisa ser dada com, pelo menos, 10 dias de antecedência.

Correio do Estado
 
 
Fronteira entre Brasil e Paraguai em Ponta Porã - Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado Fronteira entre Brasil e Paraguai em Ponta Porã - Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

Com o surto de febre amarela no Brasil, o Ministério de Saúde do Paraguai passou a exigir a apresentação do certificado internacional de vacinação para todas as pessoas que entrarem no país. A medida está valendo desde quarta-feira (24). Apesar da determinação, ainda não está claro como será feito o controle em áreas fronteiriças, como em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, onde há grande fluxo de pessoas principalmente por conta do turismo de compras.

A mesma medida vale para as pessoas que vão sair do território paraguaio e se destinarão para regiões brasileiras que estão com o surto de febre amarela ainda ativo.

"As pessoas que planejam viajar para estados considerados 'zona de risco' devem se vacinar com, no mínimo, dez dias de antecedência da data da viagem", informou o Ministério da Saúde paraguaio.

Apesar da exigência já estar válida, alguns sites de viagem informaram que o governo paraguaio só pedirá o documento para passageiros que chegarem por via aérea a partir de 1º de fevereiro. Em Campo Grande há voos para Assunção, capital do Paraguai, e uma das documentações necessárias vai ser o comprovante de vacinação. Agências de turismo já receberam comunicado também para orientar clientes sobre a nova exigência.

Segundo o departamento, a medida adotada é importante para "prevenir a introdução do vírus" dentro do país. O Ministério coloca como zonas de perigo de contaminação: Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.

A vacina precisa ter sido aplicada entre 10 e 15 dias antes da viagem para o Paraguai, conforme determinação do governo daquele país.

"O Ministério da Saúde encontra-se intensificando a vigilância na zona de fronteira, sobretudo na vigilência epidemiológica. Deve-se levar em conta que a epidemia no Brasil ocorreu através de macacos. Não se trata de febre amarela urbana", informou nota do governo paraguaio.

O último surto de febre amarela no Paraguai foi em 2008, quando o país registrou 28 casos da doença.Entre julho de 2017 e janeiro de 2018, 53 pessoas morreram de febre amarela no Brasil. Cerca de 130 casos da doença já foram confirmados.

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