Ponta Porã, Quinta-feira, 19 de abril de 2018
24/01/2015 11h

A comunhão dos esforços, materializa a eficiência. José Alberto Vasconcellos.

A grande e bilionária empresa, a despeito do seu incontestável poder técnico, científico e financeiro, conta com esse modesto funcionário

Divulgação (TP)
 
 

A eficiência nasce e mostra seus resultados, quando todas as pessoas envolvidas num trabalho, tem o mesmo objetivo. Caminham no mesmo sentido, cada parte que compõe a comunhão dos interesses na atividade desenvolvida, há de despender esforços, na busca do aprimoramento naquilo que faz. Realiza sua parte no trabalho da melhor maneira, sempre com as vistas voltadas para os resultados, indispensáveis para alcançar o objetivo colimado. A eficiência, a harmônica dedicação e a perseverança, sempre gratifica a todos os envolvidos no projeto.

Veja este exemplo: temos uma grande montadora de automóveis, com faturamento de bilhões de dólares. Ela depende, para completar seu trabalho, de um singelo funcionário plantado lá no fundo da fábrica, que aperta o último parafuso. A grande obra fica pronta somente quando o último parafuso é apertado, nunca antes.

A grande e bilionária empresa, a despeito do seu incontestável poder técnico, científico e financeiro, conta com esse modesto funcionário – confia nele e depende dele – para poder atestar, finalmente, que o veículo que montou está pronto. A comunhão que há entre os dois extremos, alicerçada nos meios, consolida a eficiência e mostra os resultados.

Assim acontece num jornal, onde a sobrevivência decorre da eficiência, que vai da composição, da impressão e na distribuição. Colhemos aqui como exemplo, “O Progresso”, jornal que assinamos já por décadas e com o qual temos colaborado, também por décadas – todos os sábados – com nossas crônicas e artigos, que contam com um contingente de leitores.

De que vale então, o jornal caminhar com regularidade por décadas e décadas, cobrando um esforço hercúleo daqueles que o produz, procurando dar o melhor aos assinantes e à sociedade que sempre o prestigiou, se o ENTREGADOR MATINAL DO JORNAL chega atrasado, ou simplesmente não aparece na residência do assinante.

Sobre a entrega do jornal, temos de tirar o chapéu para o entregador WILDEMAR MATOS, que chega sempre cedo, nunca falha, agindo exatamente como o velho gosta! Quem não gosta de achar seu jornal no local da entrega, logo depois da meia-noite? Os velhos adoram, e o Wildemar os atende!

O WILDEMAR MATOS é como aquele funcionário da montadora de automóveis que aperta o último parafuso, possibilitando que ela proclame, que o automóvel está pronto! No caso do jornal, o Editor Chefe poderá gritar com toda força dos pulmões: “— Nosso trabalho está

pronto e já atingiu seu primordial objetivo: a informação já chegou no domicílio do assinante!

Mas sem um entregador chamado WILDEMAR, que diligencia com regular eficiência e perseverança, o trabalho não fica completo, e o assinante troca a alegria por inconfessáveis imprecações contra o jornal que, embora produzido com dedicação e amor, não conseguiu apertar seu último parafuso.

Assim, quando o Wildemar estiver impedido por algum motivo, para cumprir sua missão, que complementa o trabalho iniciado na redação, impõe-se à equipe que compõe e imprime o jornal, ter sempre um substituto à sua altura para distribuí-lo e completar o trabalho iniciado na redação, que só termina, quando o assinante tem o jornal em mãos. Chova ou faça frio!

O pior que pode acontecer para um assinante tradicional, é não encontrar o jornal no seu portão pela manhã, ou ainda de madrugada, quando a função está a cargo do infalível WILDEMAR.

Reconhecendo a eficiência, a perseverança e o denodo do entregador de jornais, WILDEMAR MATOS, rendemos-lhe sinceras homenagens, pedindo a Deus que o proteja quando nas madrugadas, pelas ruas, faz o seu trabalho de casa em casa.

Desejamos-lhe, ainda, boa saúde e muita sorte na Mega-Sena!

14.01.2015 (3906) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br)

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