Ponta Porã, Segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
22/11/2017 18h

Advogado: suspeito nega crime e está "abalado" com acusação.

Guilherme Dias de Miranda disse que só irá se entregar após conclusão de inquérito sobre o caso.

Mídianews
 
 
Guilherme Dias de Miranda (no detalhe) é considerado o principal suspeito pelo crime. Guilherme Dias de Miranda (no detalhe) é considerado o principal suspeito pelo crime.

O advogado Marcelo Garcia, que faz a defesa do empresário Guilherme Dias de Miranda, acusado de mandar matar o personal trainer Danilo de Souza Campos, afirmou nesta quarta-feira (22) que seu cliente nega ter encomendado o crime.

O caso ocorreu na noite do dia 8 de novembro, no Bairro Goiabeiras, em Cuiabá.

Seis dias depois, Miranda teve a prisão temporária – por 30 dias – decretada pelo juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Flávio Miraglia. Ele está foragido da Justiça há duas semanas.

A suspeita é que o empresário tenha encomendado o crime por ciúmes da esposa, que era aluna de Danilo. A mulher, que já prestou dois depoimentos, negou, entretanto, qualquer tipo de relacionamento com a vítima.

"Ele diz que é inocente. Afirma que não mandou matar e sequer chegou a ameaçar a vítima. Ele está muito abalado com todas essas falsas acusações", disse o advogado. Garcia afirmou não saber onde o cliente se encontra.

"Não existe essa história de crime passional. A própria mulher do Guilherme já prestou depoimento e negou qualquer envolvimento com o Danilo", completou.

Conforme Garcia, o empresário está colaborando com a investigação, mas só irá se apresentar após a conclusão do inquérito que apura o crime pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A intenção, conforme ele, é esperar ter acesso aos documentos para que o empresário possa se defender e responder pelo caso em liberdade.

"De qualquer forma, ele já está colaborando com a investigação. Hoje, por exemplo, vou entregar o celular dele na DHPP para que seja periciado.

Com isso, ficará evidente que nunca houve sequer ameaça por parte dele", disse.

Quanto às imagens da cena do crime - que mostram um Honda Civic preto, supostamente do empresário, acompanhando os executores -, o advogado disse que essa informação não procede.

"É por isso que nós precisamos esperar a conclusão do inquérito porque essas imagens sequer foram periciadas ainda. Então não se pode afirmar que o carro é dele", pontuou.

O Crime

Conforme consta no boletim de ocorrência elaborado pela Polícia Militar, o homicídio aconteceu por volta das 21h30 do dia 8, próximo a uma distribuidora de bebidas.

Testemunhas relataram que dois homens em uma motocicleta se aproximaram da vítima, que estava perto de seu carro e atiraram.

Foram ouvidos pelo menos cinco disparos. Em seguida os assassinos fugiram em alta velocidade.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou a ser acionado. No entanto, segundo o BO, o médico apenas constatou a morte.

Danilo era filho do vereador de Várzea Grande, Nilo Campos (DEM).

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