Ponta Porã, Quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
05/12/2017 16h40

Defesa de suspeita de matar corretor diz ter fotos de lesões da última briga do casal, diz polícia.

Suspeita deve se apresentar nesta terça-feira (5), diz delegado em MS. Advogado teria mostrado imagens em que mulher aparece machucada.

G1MS
 
 
Residência onde o dono da imobiliária foi encontrado morto, em Campo Grande (MS) (Foto: Dyego Queiroz/G1 MS). Residência onde o dono da imobiliária foi encontrado morto, em Campo Grande (MS) (Foto: Dyego Queiroz/G1 MS).

A defesa da mulher suspeita de matar o marido a porretadas, em Campo Grande, alegou ter provas das agressões sofridas por ela durante a última briga do casal. Segundo o delegado Valmir Moura Fé, titular da 6ª Delegacia de Polícia e responsável pelas investigações, o advogado ressaltou que a suspeita possui imagens no celular, em que ela aparece gravemente ferida.

"O advogado afirmou que ela se apresentará na delegacia. Ele mostrou fotos no celular em que a mulher aparece muito machucada e afirmou ser em decorrência da última briga. A defesa comentou ainda que a pessoa continua ferida e deve dar detalhes no depoimento", afirmou o delegado.

Ainda conforme o delegada, a mulher deve passar por exames periciais, sendo encaminhada ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol).

Violência doméstica

Ao iniciar as investigações na sexta-feira (1°), a polícia constatou que a mulher denunciava o suspeito desde 2011. O último registro teria ocorrido em fevereiro deste ano, antes dela comparecer à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) novamente.

Entenda o caso

O dono de uma imobiliária de Campo Grande, de 53 anos, foi encontrado morta em casa, na vila Bandeirantes, na última sexta (1°).. O corpo apresentava marcas de porrete. Uma filha da vítima foi a primeira a chegar ao local após perceber que o pai não tinha ido trabalhar.

De acordo com a polícia, o empresário teria sido assassinado durante a madrugada. A mulher do dono da imobiliária, com quem tem um filho de 9 anos, é apontada como a principal suspeita de cometer o crime. A defesa procurou a polícia e negou o crime de homicídio, mesmo assim ela é considerada foragida.

"O advogado dela esteve na delegacia e disse que eles tiveram uma briga, mas não confirmou que ela cometeu o crime. Ele registrou um boletim de ocorrência para falar da briga, mas não falou de morte", disse na ocasião o delegado.

Familiares da vítima contaram que o casal estava discutindo frequentemente, nos últimos tempos, por causa de dinheiro. Eles estariam juntos há 10 anos. A polícia apreendeu um porrete encontrado em cima da cama onde estava o corpo. O objeto é tratado pelos investigadores como o instrumento usado para agredir no dono da imobiliária. A perícia esteve no local e vasculhou a casa em busca de informações sobre o que teria acontecido.

"Tudo indica que ele tenha sido morto no local. Tem objetos quebrados, danificados, vidros. Estamos analisando se houve luta corporal", disse Moura Fé.

Os peritos também estiveram na imobiliária da vítima. Segundo informações repassada por familiares, o local teria sido arrombado e a mulher levado dinheiro e documentos. O caso também está sendo investigado.

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