Ponta Porã, Quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
05/02/2018 14h

Gaeco deixa repartições da prefeitura com caixas de documentos

Policiais e promotor ficaram quatro horas em duas secretarias de Dourados; operação investiga contratação de professores

Campograndenews
 
 
Policiais do Gaeco carregam documentos apreendidos hoje em secretarias de Dourados (Foto: Adilson Domingos) Policiais do Gaeco carregam documentos apreendidos hoje em secretarias de Dourados (Foto: Adilson Domingos)

Após quatro horas de buscas, equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deixaram nesta manhã duas secretaria de Dourados levando várias caixas, malotes e sacos plásticos cheios de documentos apreendidos. A Operação Volta às Aulas investiga contratações irregulares de professores temporários na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.

As investigações são conduzidas pelo promotor Etéocles Dias Junior, da 16ª Promotoria de Justiça. Ele não quis passar informações sobre a operação e disse que uma nota oficial será divulgada ainda hoje pela assessoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Secretaria de Educação, que funciona atualmente no Pavilhão de Eventos Dom Teodardo Leitz, e no setor de recursos humanos da Secretaria de Administração, que fica no Centro Administrativo Municipal, ambos na Rua Coronel Ponciano. Servidores foram retirados das repartições, que ficaram sem atendimento ao público durante as buscas.

A operação investiga contratação ilegal de professores temporários para a Rede Municipal de Ensino, em detrimento a professores já aprovados em concurso público. Existe uma ação judicial em andamento sobre as denúncias feitas pelo sindicato dos professores, mas o caso está em segredo de justiça.

Por meio da assessoria de imprensa, a prefeita Délia Razuk (PR) disse ter recebido "com naturalidade" a investigação. "Queremos o esclarecimentos dos fatos e, acima de tudo, cumprir estritamente a lei", disse a prefeita.

Segundo ela, o chamamento de professores concursados para estas vagas ocupadas por contratados não pode provocar o descumprimento de outras normas legais, como exceder o limite de gastos com a folha de pagamento.

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