Ponta Porã, Segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
20/11/2017 18h30

Militares de Campo Grande participam de buscas a submarino desaparecido na Argentina.

Primeiro voo do esquadrão pelicano na região ocorre nesta segunda-feira (20). Tripulação é composta por pilotos, mecânicos e 8 observadores visuais.

G1MS
 
 
Militares de Campo Grande rumo a missão na Patagônia (Foto: Base Aérea/Divulgação). Militares de Campo Grande rumo a missão na Patagônia (Foto: Base Aérea/Divulgação).

Dezoito militares de Campo Grande embarcaram para ajudar nas buscas do submarino ARA San Juan, que desapareceu na última quarta-feira (15), com 44 pessoas a bordo, na Argentina. A tenente Camilla Barbieri ressaltou que o primeiro voo do esquadrão pelicano ocorre nesta segunda-feira (20), sendo que o esquadrão de patrulha já estava no local participando das buscas.

O embarque ocorreu há dois dias, em uma super moderna aeronave SC-105 Amazonas. Houve um pouso intermediário em Canoas (RS) e, em seguida, partiram para a região da Patagônia. Além de sensores de última geração no avião, a tripulação é composta por 4 pilotos, 2 mecânicos, 4 FITS (Fully Integrated Tactical System), que operam o flir e o radar, tendo ainda 8 observadores visuais - que irão operar a partir de uma base aeronaval Comandante Esporaem Bahía Blanca, sul da Argentina.

Prestes a completar 60 anos no próximo mês, o Esquadrão Pelicano - 2º/10º GAV (Grupo de Aviação), sediado na Ala 5, na Capital, é um dos mais antigos da Força Aérea Brasileira (FAB), com missões de busca e salvamento. Antes, no mês de setembro, eles participaram de uma missão no Acre.

Em nota, o Ministério da Defesa divulgou que três navios da Marinha ajudam nas buscas e que outro avião da FAB, o P-3AM Orion, específico para missões de patrulha marítima, será encaminhado ao país vizinho.

O último contato feito pelo submarino militar foi realizado na manhã de quarta-feira, quando estava a 432 quilômetros da costa patagônica, no sul da Argentina. O governo argentino comunicou que, no mesmo dia do desaparecimento, foram detectadas sete chamadas telefônicas via satélite que falharam e que podem ser tentativas de contato feitas a partir do submarino.

As buscas feitas pela Argentina têm apoio de Estados Unidos, Peru, Chile, Uruguai e Reino Unido.

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