Ponta Porã, Quinta-feira, 19 de abril de 2018
02/01/2018 15h50

Rebelião deixa 9 detentos mortos e 14 feridos em presídio de Goiás.

A rebelião começou por volta das 14 horas de segunda-feira (01).

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Foto: TV Anhanguera. Foto: TV Anhanguera.

Detentos do regime semiaberto fizeram uma rebelião na tarde desta segunda-feira, dia 1º de janeiro, na Colônia Agroindustrial, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital de Goiás. Em nota divulgada na noite de ontem, a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) informou que nove presos morreram, 14 ficaram feridos.

A quantidade de óbitos já havia sido passada pelo coronel Divino Alves, comandante da Polícia Militar de Goiás. Ainda conforme a Seap, uma rixa entre grupos rivais provocou o motim e os homicídios. Durante o confronto, eles atearam fogo na cadeia e os corpos foram carbonizados. A perícia realiza o trabalho de identificação.

A Seap destacou ainda que 106 presos fugiram no momento da rebelião, sendo que 29 já foram recapturados. Outros 127 deixaram o presídio por conta da confusão, mas retornaram voluntariamente quando a situação se acalmou.

A rebelião começou por volta das 14 horas e foi controlada duas horas depois.

Feridos

O Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa) informou que recebeu 11 presos feridos durante a rebelião. Entre eles, "nove encontram-se estáveis, apesar de terem sofrido diferentes tipos de lesões".

Outros dois têm estado de saúde considerado grave: um deles "encontra-se entubado e sedado após ter sofrido queimaduras e ter sido intoxicado por fumaça"; já o segundo "está com uma bala alojada no ombro esquerdo e vai passar por tomografia para análise da forma de tratamento adequada"

Já o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), disse que recebeu outros dois feridos e ambos estão conscientes, orientados, respirando espontaneamente e passando por avaliação médica.

Os hospitais não têm informações sobre o 14º preso ferido informado pela Seap.

Rixa entre alas

A Seap informou que a rebelião foi provocada depois que presos da ala C invadiram as alas A, B e D, onde ficam detentos rivais. Neste momento, a unidade prisional foi incendiada.

Os bombeiros foram acionados para atuar no combate ao fogo, que formou uma grande nuvem de fumaça.

Agentes do Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope) atuaram no local com apoio do Batalhão de Choque e do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer), ambos da vinculados à Polícia Militar.

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