Ponta Porã, Domingo, 22 de abril de 2018
22/12/2017 09h

Receita Federal avalia em R$ 50 mil produtos eletrônicos apreendidos em ação contra importação ilegal

Roupas de grifes apreendidas em uma das lojas ainda não foram avaliadas. Segundo a PF, os produtos foram trazidos de Miami sem passar pela alfândega.

G1 MS
 
 
Dinheiro, armas e relógios apreendidos na casa do empresário preso em Campo Grande (MS) (Foto: PF/Divulgação) Dinheiro, armas e relógios apreendidos na casa do empresário preso em Campo Grande (MS) (Foto: PF/Divulgação)

Os produtos eletrônicos apreendidos durante a Operação Harpócrates, que investigou dois empresários que importavam ilegalmente para revender em Campo Grande, foram avaliados pela Receita Federal em R$ 50 mil. A Polícia Federal encontrou smartphones, notebooks, equipamentos de informática e de som nas lojas e residências dos suspeitos.

A Receita ainda não concluiu a avaliação de toda mercadoria apreendida. Roupas de grifes famosas que, segundo a PF, foram trazidas de Miami, nos Estados Unidos, sem passar pela alfândega e pagar os impostos de importação, devem ser analisadas amanhã.

A polícia cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, dois nas residências dos suspeitos e dois nas empresas. Marcel Hernandes Colombo, 31 anos, foi preso por causa de uma pistola apreendida na casa dele, em um bairro de luxo da capital sul-mato-grossense próximo à sede da Receita Federal.

O G1 não conseguiu contato com a defesa do empresário preso.

 
Celulares apreendidos em uma das lojas alvo da Operação Harpócrates (Foto: PF/Divulgação) Celulares apreendidos em uma das lojas alvo da Operação Harpócrates (Foto: PF/Divulgação)

Além disso, no local foram recolhidos dinheiro - dólares e reais -, moeda falsa, relógios, soco inglês e mercadorias que seriam vendidas e medicamentos importados. Foi preciso um caminhão baú para levar o que estava lá para ser apreendido.

De acordo com a Receita Federal, a operação é resultado de duas investigações que revelaram esquema de descaminho e possível lavagem de dinheiro envolvendo os dois comércios. Outra descoberta foi a falsificação de um Cadastro de Pessoa Física (CPF) utilizado por um dos suspeitos para disfarçar a movimentação financeira.

Luxo

No período em que a polícia investigou a conduta dos suspeitos, descobriu a vida de luxo que tinham. Nas redes sociais, Marcel teria postado momentos em que esteve com figuras públicas, cantores famosos, além de ostentar viagens e motos esportivas.

Os vizinhos também enfatizaram a vida luxuosa dos dois empresários. "Os vizinhos também informaram que o suspeito promovia festas regada a bebidas alcoólicas importadas em sua residência no bairro nobre", disse o delegado José Antônio Franco, responsável pelas investigações.

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