Ponta Porã, Segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
12/09/2015 05h40

Estarrecedora carência de sinceridade por José Alberto Vasconcellos

Os deslizes administrativos vem sendo “analisados” pelo Tribunal de Contas da União (TCU)

Divulgação (TP)
 
 

“O que foi é o que será. O que aconteceu é o que há de acontecer.” (Ecles. 1:9). Com esta citação bíblica, começamos nosso artigo de hoje, para melhor ilustrar a performance da “presidenta”, que diz presidir a nossa República Federativa do Brasil. Quando ela diz sim, devemos entender que é não; e quando ela diz não, devemos entender que é sim!

O que a “presidenta” fez no primeiro mandato (2010/2014), ela vem repetindo neste segundo (conforme previsto na Bíblia). Contudo, demonstrando criatividade, inventou as PEDALADAS, assim que o Tesouro minguou.

Os cofres estão vazios, o orçamento para o exercício de 2016 apresenta um buraco negro. A “presidenta” afiança que faltam cerca de trinta bilhões; outros dizem que são sessenta bilhões! Seria um rombo maior não fossem as “pedaladas” que ela deu, quando cobriu parte desse desajuste com programas sociais, executados para cabalar eleitores, usando, ao arrepio da lei, dinheiro do Banco do Brasil e da Caixa Econômica.

Os deslizes administrativos vem sendo “analisados” pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A conclusão, já sabemos: não vai dar em nada, como de costume! Os ministros estão convictos, de que somos todos paspalhos!

Tropicando no idioma, quando diz sim, querendo dizer não, a “presidenta” tem lampejos de “inteligência”: é quando, empolgada, fala em recriar o CPMF com o novo nome de CIS, e no aumento de impostos.

Nesse “imbróglio” do vai e vem, entra o vice-presidente Michel Temer, sempre demonstrando esforço no sarilho, para içar o balde; ora diz que não quer mais (!?); no dia seguinte diz que está fazendo tudo que pode! Com o sim e com o não, o povão não viu, até agora, a água ou o balde que disse estar puxando do poço.

Depois de analisar o desempenho da dupla – “presidenta” e vice-presidente – o comentarista da TV-Gazeta, Josias de Souza, concluiu “que Michel Temer está como um Cipreste, à beira de um túmulo!” Dedução lógica, porque esse arbusto, a única coisa que faz, é assoviar com o vento; enquanto do túmulo à sombra do cipreste, onde está sepultado alguém que já morreu (claro!) e ainda não se deu conta, só ouvimos bobagens que emanam do outro mundo, ( mistério, que o juiz Sérgio Moro, heroicamente, procura desvendar) tentando convencer-nos, de que A ARRECADAÇÃO ATUAL DOS IMPOSTOS, NÃO TEM SIDO SUFICIENTE PARA COBRIR O CUSTO DO FUNCIONAMENTO DA ADMINISTRAÇÃO!

Com esse argumento (A VOZ QUE VEM DO TÚMULO), deliberadamente, tem demonstrado absoluto e reiterado desinteresse em reduzir os custos dessa administração, reconhecidamente, dispendiosa e incompetente para resolver problemas básicos, como os da saúde, da educação, da justiça, da segurança e para a implantação de obras de infra-estrutura, necessárias e indispensáveis para o desenvolvimento do País.

Pelos cálculos que faz, o brasileiro, atualmente, trabalha (SÒ) seis meses para pagar os impostos lançados. Assim sendo, dispõe ainda dos restantes seis meses do ano, para cobrir qualquer outro aumento nos tributos, necessários para saciar o monstrengo vermelho, constituído de 39 ministérios e 30 mil militantes, encostados nas folhas de pagamentos, que o brasileiro tem que cobrir mensalmente, algumas vezes, com a redução da própria comida; sem assistência à saúde, sem escola para os filhos e segurança, para poder trabalhar. E agora também sem a Previdência, que está em greve.

Os governantes do PT, na presidência da República Federativa do Brasil, consumiram com os recursos do passado (governo de FHC), do presente (governos de Lula e Dilma) e do futuro, com a reeleição, quando se anuncia o rombo inusitado no orçamento para 2016). Deixaram o País inviável: PIB zero, inflação ascendente, desemprego que assombra; e agora, a perda do GRAU DE LIQUIDEZ.

A “presidenta” promete (E VAMOS ACREDITAR!) suspender programas sociais, como o “Minha casa, minha vida!”, o “Pronatec”, o “Ciências sem fronteiras”, com a BOA NOVA de que a conclusão de habitações ainda em obra, serão suspensas.

Outros arroubos para massacrar a população: alta no preço da energia elétrica, no preço da gasolina e no diesel, no gás de cozinha; insumos indispensáveis, para a sobrevivência da pobreza.

É no mesmo Livro da Bíblia, Eclesiastes, citado no início, no Cap.12:7, que encontramos a resposta para esses luminares da políticas: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (então o político sentará na cadeira do réu, para o seu julgamento no Juízo Final!)

Cipreste ao lado do túmulo!? Túmulo de quem?

08.09.2015 (4766) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br)

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