Ponta Porã, Quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
03/09/2016 05h40

Não vota, mas é obrigado a continuar pagando impostos! - José Alberto Vasconcellos

Essa recusa em votar, escolher um candidato — na pior das hipóteses, o menos ruim — é faltar com o dever patriótico

Por: Tião Prado
 
 

Quem faz campanha eleitoral, como candidato a Vereador — onde tudo começa — inexperiente em política, despido da aura de "candidato importante", aquele que faz campanha protegido por uma equipe, — que como a empanada para a berinjela, serve para livrá-lo dos comentários desairosos — ouve aqui e acolá, sem qualquer cerimônia do eleitor irritado: "—Votar p´ra quê, na política só tem ladrão!"

Essa recusa em votar, escolher um candidato — na pior das hipóteses, o menos ruim — é faltar com o dever patriótico. É omitir-se frente a obrigação inarredável, porque o exercício do voto livre e descomprometido, em quaisquer das eleições realizadas, para a escolha daquele que vai gerenciar ou daqueles que vão fiscalizar o gerenciamento da coisa pública, consolida a democracia.

A democracia (regime político em que o povo exerce a soberania por si mesmo, delegando livremente, pelo voto consciente, a sua representação para um órgão representativo), que garante o atendimento para todas as necessidades básicas da sociedade; e, individualmente, o direito de ir e vir; o direito à propriedade privada; a liberdade de cada um externar livremente sua opinião, sem ser confinado na Sibéria, como fazia o regime comunista de Josef Stalin (Ossip Vissarionovitch Djugachvili: nome verdadeiro do déspota)

Todas as vantagens para o eleitor e sua família estão asseguradas pelo regime democrático, que consolida os rumos da Nação, na qual cada cidadão, livremente, escolhe quem vai gerenciar a "empresa" que constitui sua Pátria, seu País, seu Estado ou seu Município.

No Município, havendo distorções no uso da função de qualquer agente, o Ministério Público, órgão fiscalizador do cumprimento das leis vigentes — quando omisso ou parcial o órgão colegiado (Câmara Municipal) que tem por dever de ofício fiscalizar — pode o MP agir requerendo as medidas judiciais que enquadrem, criminalmente, o agente desonesto e relapso, seja ele do executivo ou do legislativo.

Deixar de votar, de escolher o candidato que acha ser o melhor, ou mesmo aqueloutro que julga ser o menos ruim, é um crime praticado contra a própria família, que precisa de saúde, de escola, de segurança e outras providências do Poder Publico. Observe que mesmo não votando em ninguém para quaisquer dos cargos colocados nas eleições; repudiando todos os candidatos que se apresentam, MESMO ASSIM, você será obrigado a continuar PAGANDO OS IMPOSTOS! Então porque omitir-se, que vantagem você terá?

Votando, você define um responsável pelo uso dos seus impostos; deixando de votar, você cria um vácuo, um campo propício para o exercício da safadeza; você entrega os impostos que paga para um desconhecido e nunca vai saber, como, quando e que rumo tomou seu suado DINHEIRINHO. Então, vai agir como tolo?

Votar ou não votar, eis a questão! É como o maniqueísmo, doutrina fundada nos princípios opostos do bem e do mal; ou do que nos ensina a Física: as forças centrípetas e as forças centrífugas, também opostas entre si --- uma empurra para baixo, a outra puxa para cima! É necessário escolhermos um lado: o do bem, quando votamos; ou do mal, quando nos omitimos da obrigação. Da sustentação, que nos permite respirar, ou do recalque que nos sufoca.

Racional e infinitamente melhor, é a sustentação enlaçada pelo bem! Assim teremos tranqüilidade para trabalhar, progredir, cuidar da família e educar a prole.

Escolher pelo voto quem vai governar, é responsabilidade tempestiva do eleitor, incontornável e intransferível. A importância que reveste as eleições, cobra-nos especial e redobrado cuidado em escolher os candidatos. Votar é obrigação cívica, que conduz e orienta os rumos da humanidade, promovendo o progresso, consolidando as liberdades e enriquecendo as Nações. Votar é exercitar a inteligência e evitar possíveis disputas, que trazem consigo destruições, miséria e fome.

Nunca generalize os políticos como ladrões, no seio da classe há homens íntegros, capazes e interessados no seu bem-estar; escolha um —o melhor ou o menos ruim — e vote. Aplique bem os impostos que você é obrigado a pagar e nunca perca de vista aquele político que você elegeu. Ademais, considere sempre, que além de você há sua família, e suas crianças precisam de boas escolas.

Que Deus nos livre de quaisquer distúrbios políticos, protegendo nossa gente e preservando livre o nosso berço de nascimento, o Brasil.

19.08.2016 (4.550) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br)

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