Ponta Porã, Segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
17/11/2017 07h

Pedro Kemp volta a criticar reforma trabalhista do Governo Michel Temer

Ele reiterou que os trabalhadores são o "lado mais fraco" no mercado de trabalho.

Agência ALMS
 
 
Foto: Victor Chileno (ALMS) Foto: Victor Chileno (ALMS)

O deputado Pedro Kemp (PT) foi à tribuna da Assembleia Legislativa, durante a sessão plenária desta quinta-feira (16/11), e criticou veementemente a reforma trabalhista que começou a vigorar no último dia 11 de novembro em todo o Brasil. O assunto havia sido debatido pelos parlamentares no dia 12 de julho, quando o texto da reforma foi aprovado no Senado Federal.

Kemp voltou hoje a dizer que as mudanças em vigor submetem os trabalhadores a condições degradantes, acabando com direitos históricos. "Essa modernização da Era Temer está muito perto da escravidão. Férias, décimo terceiro e repouso remunerado não existem mais. É revoltante assistir ao que está acontecendo e preocupante ver a apatia do nosso povo", afirmou o deputado, complementando que as mudanças na Legislação Trabalhista afetam a todos os brasileiros.

Ele reiterou que os trabalhadores são o "lado mais fraco" no mercado de trabalho e acabarão se submetendo ao que for proposto pelos empregadores para garantir alguma renda neste período de crise econômica, considerando que a reforma garante a supremacia do que é acordado em detrimento da legislação. "Até mesmo os juízes estão revoltados. A Justiça do Trabalho também acabou, a partir dessa reforma lastimável", enfatizou Kemp.

Para exemplificar a precarização das relações trabalhistas, o parlamentar citou anúncio veiculado na revista Carta Capital. "Uma empresa em Vitória [ES] está contratando funcionários para turnos intermitentes, como permite a reforma, e oferece R$ 4,45 por hora ao contratado. Esse povo quer o trabalhador esfolado. E como será a aposentadoria desse cidadão?", questionou.

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