Ponta Porã, Quinta-feira, 19 de abril de 2018
04/02/2017 08h

Rio: De garota de Ipanema ao chulé do pezão, o rombo de 26 bilhões

O Rio de Janeiro é lugar onde pessoas enfiam os PÉS pelas mãos

Divulgação (TP)
 
 

O Rio de Janeiro, cidade localizada à margem do Oceano Atlântico, rica em praias, recantos exóticos e estonteantes, que deslumbram os visitantes, cativam e prendem seus moradores, também é, conforme acaba de confirmar a "Lava-Jato", o reino da malandragem institucionalizada.

Nessa cidade balneário só madrugam as empregadas domésticas, o restante da população permanece na cama; sabe-se, não obstante, que no correr das alvoradas, quando as domesticas demandam seus empregos, os traficantes, invariavelmente, estão trocando tiros com a polícia, fazendo no seio dessa operosa classe feminina, vítimas de "balas perdidas".

A cidade acobertou no seu regaço o Cassino da Urca, o Hotel Quitandinha, o Palácio Monroe e o Palácio do Catete, onde o ditador Getúlio Vargas imperou por quinze anos. Tudo corria num clima musical de Garota de Ipanema, quando sofreu um tranco: o rombo nas finanças, de 26 bilhões (?).

Tudo corria nos eixos — o que era bom para o governo e para os cariocas — até que o "Royalty" pago pela Petrobrás, pela exploração dos poços de petróleo na sua costa marítima, começou a minguar. A corrupção devorou a Petrobrás, orgulho nacional e as esperanças dos cariocas.

Os "Royalty´s" que cobriam a maior parte das despesas publicas do estado, dispêndio criminosamente atrelado a um esquema de roubalheira, agressivo e insaciável, conforme apurou os investigadores da Lava-Jato, decretou-lhe a falência.

Desfalcada a Petrobrás, conforme apurou a Operação Lava-Jato, de lambuja houve a possibilidade de levantar o tapete e mostrar o desfalque dado ao Erário pelo ex-governador SÉRGIO CABRAL, em valores que deixaram pasmos os contribuintes mais céticos, até mesmo aqueles que nunca acreditaram em Papai Noel.

O Rio de Janeiro, conta com poderosa industria farmacêutica; é destino procurado por milhões de turistas, nacionais e estrangeiros; serviu à visita do Papa; foi palco das últimas Olimpíadas. Em linhas gerais, sempre serviu para grandes festas e comemorações, agora encontra-se nocauteado pela corrupção, pela sonegação de impostos e pela ação do crime organizado. Está no chão! Não consegue pagar os proventos dos seus funcionários.

O que era apenas suposições antes da Operação Lava-Jato, nascida e orquestrada pelo juiz federal Sérgio Moro, aquartelado em Curitiba, tornou-se triste realidade. O ex-governador Sérgio Cabral, já enjaulado no "Complexo Penitenciário do Bangu", conforme restou sobejamente provado, saqueou, insaciável, o Erário carioca, em milhões de dólares, deixando a atual administração do estado, já desfalcada dos "Royalty´s" do petróleo, em situação de extrema penúria, dependente da ajuda financeira direta da União, para conseguir, ao menos, pagar seus funcionários.

O governador, tentando encontrar-se com o presidente Michel Temer, a fim de tentar convencê-lo a conceder-lhe a ajuda que tanto precisa, tem sido vitima de boatos maldosos. Afiançam que o único "bem" que o Rio tem para garantir o empréstimo federal, segundo exige o ministro Meirelles, seria o CHULÉ do governador PEZÃO, farto e letal.

O Rio de Janeiro é lugar onde pessoas enfiam os PÉS pelas mãos, como exemplo temos o Brizola, que como governador desenvolveu uma política urbana que acabou fomentando o crime, que encontrou nos morros cariocas terreno fértil para desenvolver-se. Hoje, o crime organizado, representa uma força descomunal mantida por traficantes, que enfrentam a polícia com armamentos superiores e dela não têm medo!

O costume era enfiar os pés pelas mãos; doravante é enfiar as mãos pelos pés, por influência do governador PEZÃO, que empenhado em "salvar" o Rio, agoniado e inconsolável, tem tentado um encontro com Temer, para rezar ladainha nua e crua, sobre a miséria que assola o estado, que tem a "Cidade Maravilhosa" como capital.

O presidente Temer, pessoa precavida, crédulo na estória do chulé, tem conversado com PEZÃO, quando próximos, apenas pelo INTERFONE. Com a informação de que PEZÃO detém o mais denso e oleoso chulé da costa brasileira, e que impregnado um interlocutor, o ranço gasoso não sai, nem com a intervenção da OTAN ou com rezas bravas, recitadas em todos os dialetos africanos. O presidente não tem facilitado!

Esquivando-se dos encontros tentados por PEZÃO, Temer orientou o ministro Meirelles, para que, por telefone,— informe o governador, de que a ajuda solicitada será concedida. A ordem afrouxou a tensão do ministro, que também é filho de Deus e vinha temendo o que o presidente já temia: o chulé do PEZÃO!

27.01.2017 (4611) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br).

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