Ponta Porã, Domingo, 22 de abril de 2018
21/12/2017 06h20

Sob protesto da bancada evangélica, lei que institui padroeira do Estado é aprovada

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi escolhida padroeira.

Correio do Estado
 
 
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi escolhida como padroeira do Estado - Foto: Reprodução / Facebook Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi escolhida como padroeira do Estado - Foto: Reprodução / Facebook

Projeto de lei que institui Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como padroeira de Mato Grosso do Sul foi aprovado, por maioria de votos, em 1ª e 2ª votação, na sessão desta quarta-feira (20), na Assembleia Legislativa. Houve debate antes da votação e projeto segue para sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Autor da proposta, deputado Paulo Siufi (PMDB) pediu que a matéria fosse colocada para ser votada junto com o pacotão de projetos que estavam sendo apreciados na sessão. Presidente da Casa, Júnior Mochi (PMDB), aceitou o pedido e incluiu o texto para votação, o que gerou protestos da bancada evangélica.

Herculano Borges (PSD), foi um dos contrários ao projeto e pediu adiamento da votação.

"Essa discussão tem que ser respeitada, muitos evangélicos reclamaram para mim e disseram que não querem a santa como padroeira porque a crença deles é diferente. Isso tem que ser respeitado. Respeito os católicos, mas existem pessoas que não são católicas mas que são sul-matogrossenses. O estado não é laico?", disse.

O deputado Zé Teixeira (DEM) também foi contra a matéria ser votada no Legislativo, mas no fim o seu parecer foi favorável. "Esse projeto é inócuo, isso não muda nada para vida de ninguém e sem contar que cada cidade já tem sua padroeira", criticou.

Mochi pediu para que deputados que fossem contrários a matéria ficassem sentados para demonstrar que votaram contra e deputados que eram a favor deveriam ficar de pé.

Doze deputados se colocaram de pé e apenas seis permaneceram sentados durante a primeira votação. Quando a matéria foi para segunda votação, a maioria dos deputados já não estava em plenário porque todos os projetos seriam votados simbolicamente.

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