Ponta Porã, Domingo, 19 de fevereiro de 2017
17/02/2017 14h50

"Queremos paz" afirmam pais de jovem que morreu no Hospital Regional de Ponta Porã

Pedro Augusto Pereira Florenciano, morreu no dia 12 de dezembro do ano passado, no Hospital Regional Dr. José de Simone Neto

Divulgação: Dora Nunes
 
 
Keila e Victor são os pais do jovem que faleceu no final do ano passado no Hospital Regional de Ponta Porã: “tudo o que queremos é ter paz. Por favor respeitem nossa dor e a memória de nosso filho”. Keila e Victor são os pais do jovem que faleceu no final do ano passado no Hospital Regional de Ponta Porã: “tudo o que queremos é ter paz. Por favor respeitem nossa dor e a memória de nosso filho”.

O comerciante Victor Hugo de Matos Florenciano e Keila Pereira Bitencourt, pais do jovem Pedro Augusto Pereira Florenciano, que morreu no dia 12 de dezembro do ano passado, no Hospital Regional Dr. José de Simone Neto em Ponta Porã, decidiram vir a público para fazer um desabafo.

Os pais do garoto informam que estão profundamente aborrecidos com as constantes divulgações de notícias (várias delas sem fundamento) relacionadas à morte do filho. "O que queremos é dar um basta. Não aguentamos mais ver nas páginas dos jornais, em grupos nas redes sociais da internet, a divulgação de versões a respeito deste triste, lamentável e doloroso episódio. Por isso peço a todos, que nos deixem em paz. Não fomos à polícia registrar boletim de ocorrência, não queremos processar ninguém. Perdemos nosso filho e nossa paz. O que queremos é ficar em paz, para aproveitar o momento de luto e voltarmos a viver bem, num futuro bem próximo. Pedimos respeito, acima de tudo", afirmou Victor.

De acordo com os pais, "o episódio envolvendo a morte do filho traz muita dor e ver que existem pessoas interessadas em se aproveitar deste fato com os mais diversos objetivos, nos entristece ainda mais. Dentre as informações que chegaram ao nosso conhecimento, há versões que inclusive nos culpam pelo ocorrido. Quero deixar claro que eu e a mãe do Pedro buscamos todos os meios e recursos para que ele recebesse o melhor tratamento. Em nenhum momento houve omissão de nossa parte. Desde o primeiro atendimento quando ele se acidentou até o último dia de vida dele. Estivemos presentes, acompanhando tudo, procurando proporcionar ao nosso filho a melhor assistência possível. O que queremos agora é encerrar o assunto. Queremos paz. Respeitamos a posição dos familiares de outras pessoas que faleceram no Hospital Regional e que buscam respostas. Eles têm todo o direito disso. Porém, no nosso caso é diferente. O que queremos é encerrar o assunto e vivermos em paz", declararam os pais do jovem.

"Ficamos sabendo que inclusive que vai ser feita uma audiência pública para debater a situação do Hospital. De nossa parte pedimos encarecidamente que não nos envolvam. Não queremos que ninguém use a morte do nosso filho sob qualquer argumento ou interesse", argumentaram os pais de Pedro, Victor e Keila.

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