Ponta Porã, Quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
06/04/2014 07h

Leia o artigo do jornalista José Alberto Vasconcellos

Os Generais entraram e saíram da presidência da República apenas com as quatro estrelas que levavam nos ombros; não dilapidaram o patrimônio público e tampouco empobreceram a Petrobrás.

Por: Tião Prado
 
 
Foto: arquivo Foto: arquivo

A “MARCHA DA FAMÍLIA, COM DEUS PELA LIBERDADE” encetada em 30/04/1964, que alguns insistem em afirmar que foi uma comédia de lº de abril (dia da mentira), na realidade foi um movimento social-militar que evitou, naquela época, que o Brasil fosse uma Cuba hoje.

Para nós, douradenses, com os militares tivemos concluída a ponte no Porto XV. Ganhamos rodovia asfaltada, energia elétrica e telefone, dentre outras benfeitorias. O Brasil ganhou Itaipu, a ponte Rio/Niterói, a Transamazônica e outras grandes obras, que eram apenas sonhos. Diante do fatos, aqueles que sabem pouco, não sabem nada, ou estão a serviço de interesses inconfessáveis, fingem-se indignados e esperneiam.

Para esses agentes, bom seria que vivêssemos hoje com a mesma pompa que desfrutam os cubanos, sob as botas de Castro. A despeito da Lei da Anistia, livremente aprovada pelo Congresso, para acabar com o ranço, a militância montou a “Comissão da verdade” e vêm exumando cadáveres. Procuram com gana vingativa, empurrar tudo o que podem sobre os militares. Afinal, você acredita que isso vai durar até quando? A história, no fim, vai mostrar àqueles que não enxergam o caminho da verdade.

Vejam este capitulo da história: D.Pedro II (1825-1891), pelas mãos da Princesa Isabel, libertou os escravos em 1888. No ano seguinte, 1889, a oligarquia rural que perdeu a mão de obra, arrebatou-lhe o trono, proclamando a República. O Imperador que trocou seu trono pela liberdade dos negros, morreu dois anos depois (1891) num quarto do modesto hotel Bedford, em Paris. Poucos lembram-se dos seus feitos como Imperador, no período de 48 anos (1841/1889), embora CONSIDERADO O MAIOR DOS BRASILEIROS.

Estamos agora festejando a canonização de um Jesuíta, José de Anchieta (1534-1597). Lembrando o que os Jesuítas fizeram pelo Brasil, temos que reconhecer que eles trabalharam ininterruptamente no Brasil por MAIS DE DUZENTOS E CINQUENTA ANOS, praticamente desde o descobrimento. Em 1750 um tratado de limites entre a Espanha e Portugal que modificava o “Tratado das Tordesilhas (1494), provocou um levante dos índios sob o comando dos Jesuítas, que resultou na “Guerra guaranítica”. Os índios não queriam passar da tutela da Espanha para a tutela de Portugal. A guerra trucidou mais de 3.000 índios nas Missões e os Jesuítas, injustamente, foram expulsos do Brasil em 1760. Não se considerou o trabalho que fizeram no Novo Mundo em dois séculos e meio. O Papa Clemente XIV, porexigência de Portugal extinguiu em 1767, a Ordem da Companhia de Jesus, fundada em 1540 por Inácio de Loiola. A Ordem foi restabelecida por Pio VI, em 1814. Hoje temos nosso Santo, o Jesuíta José de Anchieta, o “APÓSTOLO DO NOVO MUNDO”, canonizado em 02.04.2014, pelo Papa Francisco.

Voltemos ao agora Santo José de Anchieta. Ele tinha fisionomia morena e agradável, olhos vivos e penetrantes, não obstante adquirira o aspecto de um velho, por causa da deslocação de uma vértebra, em decorrência de uma escada que lhe caíra nas costas. Fundou a cidade de São Paulo (1554). Considerado o fundador da Literatura Brasileira e ainda O PRIMEIRO PROFESSOR DO BRASIL. Cognominado APÓSTOLO DO NOVO MUNDO. A ele foram atribuídos vários milagres registrados no livro de Simão de Vasconcelos, editado em 1673. Ninguém se lembra de Anchieta no “Dia do Professor”.

Pela omissão dos fatos, meias verdades e mentiras – somados – e mais a ignorância que assessora as massas, a sociedade acaba ludibriada por hipócritas oportunistas, que colhem dividendos da própria miséria que produzem: tiram o pouco daqueles que não tem nada. O antídoto seria a educação. Educação!

Agora, em 2014, cinqüenta anos depois, pessoas “eruditas” discorrem sobre o MOVIMENTO DE 1964 e tentam, distorcendo os fatos, incriminar, sem nenhuma dirimente, o glorioso Exército Brasileiro, o qual merece daqueles que possuem um dedo de lucidez, agradecimentos, porque recolocou o País nos trilhos da Democracia, em benefício da Nação. Evitaram, em 1964, que o Brasil de hoje fosse uma Venezuela pobre e enlouquecida.

Os Generais entraram e saíram da presidência da República apenas com as quatro estrelas que levavam nos ombros; não dilapidaram o patrimônio público e tampouco empobreceram a Petrobrás. No mais, se comparado o período em que os militares ficaram no poder, com o tempo em que Fidel Castro se mantém empoleirado em Cuba, mantido com a ajuda do governo brasileiro, enquanto encarcera e executa seus compatriotas; aqui no Brasil os militares ficaram pouco tempo! Quase nada!

O auto é Membro da Academia Douradense de Letras.

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