Ponta Porã, Segunda-feira, 23 de abril de 2018
03/01/2018 06h20

Perigo: Santa Casa atende oito pessoas com queimaduras durante Ano Novo

Pacientes chegaram a perder dedos com gravidade de lesões.

Correio do Estado
 
 
Seis vítimas se queimaram com fogos de artifício - Foto: Divulgação/Santa Casa Seis vítimas se queimaram com fogos de artifício - Foto: Divulgação/Santa Casa

Oito pacientes foram atendidos pela Santa Casa de Campo Grande, entre a última sexta-feira (dia 29 de dezembro) e segunda-feira (1), após sofrerem queimaduras graves por conta do uso inconsequente de fogos de artifício e materiais inflamáveis para acenderem churrasqueiras e outros utensílios de culinária.

Segundo nota divulgada pelo hospital, seis vítimas foram queimadas pelo uso de fogos de artifícios, dos quais dois seguem internados.Um deles teve o dedo polegar amputado e o outro paciente perdeu três dedos da mão direita.

De acordo com a enfermeira assistencial do setor, Maria Aparecida da Silva Martins, geralmente as vítimas de fogos de artifícios sofrem o trauma da amputação na hora da explosão.

"Em muitos casos, por algum defeito de fábricação, o artifício não explode quando deveria e as pessoas voltam a manuseá-lo, momento em que ocorre o acidente. A explosão é sempre muito traumática e a pessoa acaba tendo amputação ou dilaceração na hora do acidente", disse.

Além das vítimas de fogos de artifícios, a ala de queimados do hospital recebeu uma paciente de Ponta Porã, de 30 anos, que teve 15% do corpo queimado após explosão de álcool ao assar bife na chapa. O outro paciente foi vítima de líquido quente e não precisou ser internado.

"Infelizmente, muitas pessoas ainda continuam se queimando com a utilização inadequada do álcool. O tratamento de um grande queimado dura até três meses e é um trauma para o resto da vida. Então é preciso conscientizar as pessoas para que não utilisem álcool e evitem que uma comemoração se torne uma tragédia", disse a enfermeira.

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