Ponta Porã, Terça-feira, 12 de dezembro de 2017
06/09/2017 16h10

Marcela Thomé diz que viveu o mesmo drama de Ivana, de "A Força": "Guerra"

Ela conta que se emocionou muito com as cenas em que a personagem bate no corpo ao se olhar no espelho

Revista glamour
 
 
Marcela Thomé (Foto: Reprodução/Instagram) Marcela Thomé (Foto: Reprodução/Instagram)

Imagine que você é uma mulher e está presa no corpo de um homem. Para quem nasceu cisgênero - que veio ao mundo com um sexo e se identifica com ele - isso parece ser estranho ou impensável, mas foi este o drama que a modelo Marcela Thomé viveu até completar 16 anos e tomar a decisão de fazer a transição de gênero masculino para o feminino.

"Eu sempre fui muito feminina e minha maior guerra era com minha genital masculina. Graças a Deus fiz a minha cirurgia aos 19 anos, então acabou essa guerra que era olhar no espelho. Coloquei próteses de silicone aos 17 anos com o dinheiro e apoio do meu pai", lembra.

Hoje, aos 20 anos, ela tem se destacado como modelo em um universo bem disputado e se recorda dos momentos difíceis que viveu na adolescência, tal como a personagem Ivana tem mostrado na novela "A Força do Querer".

"Eu não tenho acompanhado assiduamente, mas me vejo nesta história. Por mais que ele seja um homem trans, tudo é muito parecido com o que aconteceu comigo, como o sofrimento, a aceitação do corpo, se olhar no espelho e ver que aquilo não te pertence. Eu fiquei emocionada com as cenas que eu vi."

Ela ainda ressalta que o apoio de sua família, principalmente do pai, foi muito importante para superar e vencer esta fase de inseguranças. "Me assumi uma mulher transexual aos 16 anos, foi muito difícil. Depois de um ano, meu pai me pegou pela mão, me levou para a clínica e pagou meu silicone. É muito difícil para um pai aceitar uma filha trans e ainda participar desta transição. Infelizmente minha realidade não é a mesma que da maioria das meninas trans", lamenta.

Marcela conta que nunca se sentiu como um garoto homossexual, já que a maioria das meninas trans pensam que são gays até descobrirem que não é o caso.

"Eu já sabia que era mulher desde o início e nunca me lamentei. Eu fiz acompanhamento com psicólogo e estava preparada para este processo. Tive guerras com o espelho antes da cirurgia, via um menino ali, mas me sentia uma menina. Hoje me sinto pleníssima e adoro me olhar no espelho."

 
Marcela Thomé (Foto: Reprodução/Instagram) Marcela Thomé (Foto: Reprodução/Instagram)

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