Ponta Porã, Terça-feira, 24 de abril de 2018
17/11/2017 08h40

Vivian Oliveira, autora de 'Apocalipse' compara cenas de agressão com trama global:'Outra pegada'

'Estou indo por outro caminho', afirma Vivian de Oliveira

Purepeople
 
 

A novela "Apocalipse" estreia na Record na próxima terça (21): com uma trama marcada pela traição de irmãos e pela disputa pelo poder, ela também colocará em discussão a violência contra a mulher no núcleo de Raquel (Juliana Silveira) e César (Fernando Pavão). E, apesar de a questão também estar sendo abordada em "O Outro Lado do Paraíso", a autora Vivian de Oliveira descartou, em conversa com o Purepeople, semelhanças com a concorrente. "É bem diferente. Estou indo para outro caminho. Soube que lá na outra novela estão mostrando realmente essa violência de forma bem pesada", afirma, mencionando a trama de Walcyr Carrasco, na qual a mocinha ressurgirá após 10 anos com sede de justiça, acrescentando: "Existe mesmo relação conturbada do casal. Mas é outra pegada".

Juliana Silveira, por sua vez, conta que ainda não leu nenhum capítulo em que a violência chegasse às vias de fato. "Ela é vítima de agressão verbal. Não recebi ainda algo físico, mas era uma ideia, no início que isso fosse acontecer no desenvolvimento da história da personagem. Mas não sei se vamos chegar nesse lugar. Ela é superdoce e calma e tem uma crise seríssima no casamento com o César. Eles têm esse problema de comunicação. Ele é grosseiro", explicou a artista, elogiada na web como a princesa Kalesi em "A Terra Prometida ", listando um traço de personalidade comum ao empresário vivido por Sérgio Guizé na novela global. O destino dos dois, assegura Juliana, cabe à autora: "Eles brigam muito. Não sei onde a Vivian vai levar isso".

A atriz, que se considera desapegada ao visual, assegura nunca ter vivido algo parecido em sua vida pessoal. "Mas sempre tem alguém próxima que passou por isso, violência ou agressão. É um tema que a gente precisa falar, discutir", opina Juliana, ponderando na sequência: "Mas não necessariamente ter a cena às 20h30. Acho muito forte. Não sei se pelo horário dá para fazer esse tipo de cena. É questão bacana de ser levantada para se refletir. A gente toma as dores. E através das histórias a gente reflete sobre a nossa história pessoal".

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