Ponta Porã, Quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
27/07/2017 14h20

Adoção: o amor que supera os laços físicos

Autora é brasileira, ex-moradora de rua e de cavernas

Divulgação: Dora Nunes
 
 

Com mais de 6,5 mil crianças e adolescentes para adoção, o Brasil ainda tem muitos sonhos a realizar. Entretanto, para muitos, o sonho é ter em casa apenas um filho adotado, com 70% das famílias não querendo adotar as duas crianças (informações do Cadastro Nacional de Adoção). Para a autora Christina Rickardsson, nascida Christiana Mara Coelho, ter consigo seu irmão durante a adoção foi fundamental, e o link que mantinha ela forte em meio a tantos conflitos e perdas.

Em relato emocionante de vida no livro Nunca Deixe de Acreditar, lançamento do Grupo Editorial Novo Conceito, Christina revela que o irmão sempre esteve com ela, e que ao serem adotados juntos, o sentimento de família com ele só aumentou.

"Quando cheguei à Suécia tinha oito anos de idade e o meu irmão tinha um ano e dez meses. Temos a mesma mãe, mas pais diferentes. Nos documentos da adoção está escrito o nome do pai de Patrick, porém no meu documento há um espaço em branco. Queria saber se significa alguma coisa nunca saber quem foi o meu pai. Dizer que eu e Patrick somos meios-irmãos é estranho, talvez por eu não ter conhecido nem o meu pai nem o dele. A ausência dos nossos pais deve ter feito com que eu sempre visse Patrick como meu irmão de pai e de mãe. Talvez a nossa relação também tenha se fortalecido quando fomos adotados e ganhamos um novo pai e uma nova mãe. Formamos uma família, uma família sem laços de sangue, mas criada pelas circunstâncias, pelo acaso e, quem sabe, por algo inexplicável. De qualquer forma, formamos uma família e Patrick tem curiosidade em saber, por exemplo: de onde ele veio, quem são os seus pais biológicos e por que o abandonaram."

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