Ponta Porã, Sábado, 20 de janeiro de 2018
22/12/2017 16h10

Boletim destaca a redução nos casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

alerta para a possibilidade de aumento de casos de chicungunha no início de 2018, devido ao aumento de notificações e confirmações da doença nos últimos meses.

MS Notícias
 
 

A Edição nº 2 do Boletim Epidemiológico da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica (CVE) divulgado nesta quinta-feira (21) destaca a redução nos casos notificados e confirmados das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como a Chicungunha, Zíka Vírus e Dengue em 2017. Clique aqui para baixar o documento.

Entretanto, o órgão que é vinculado à Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) de Campo Grande, alerta para a possibilidade de aumento de casos de chicungunha no início de 2018, devido ao aumento de notificações e confirmações da doença nos últimos meses.

De janeiro a novembro foram notificados 99 casos de chicungunha e confirmados 34. A partir de julho ocorreu o aumento, chegando a 10 confirmações somente em outubro. A vigilância da doença teve início em outubro de 2014, quando houve a confirmação de um caso autóctone. Em 2015 não houve casos nativos, porem em 2017 foram confirmados 7 registros locais e um importado, comprovando a introdução do vírus no município.

Em 2017 foram notificados 137 casos da zíka vírus, com apenas 2 casos confirmados laboratorialmente. Não ocorreram óbitos e nem houve gestantes confirmadas, assim como não houve crianças nascidas com alterações congênitas compatíveis com a doença. A vigilância epidemiológica do Zika foi introduzida em Campo Grande em novembro de 2015, quando foram notificados 766 casos, confirmando 27 casos autóctones. Em 2016, até a semana 40, foram notificados 4.594 casos suspeitos, confirmando laboratorialmente 156 casos, já demonstrando a transmissão sustentada do vírus.

Já no caso da dengue que é uma doença sazonal e que ocorre nos meses de verão, até novembro foram notificados 2.213 casos, dos quais 345 confirmados. Não houve registro de casos graves e óbitos.

O Boletim Epidemiológico destaca também o aumento dos casos de sífilis adquirida, congênita e em gestantes. Em 2017 foram registrados 1000 casos da doença na população adulta em geral, aproximadamente 450 em gestantes e 150 em crianças. O aumento do diagnostico vai ao encontro à tendência mundial e também é reflexo do condicionamento do tratamento com penicilina benzatina, a notificação dos casos e principalmente da descentralização dos Testes Rápidos no âmbito da atenção básica.

O uso do preservativo feminino quanto masculino ainda é o meio mais eficaz, barato e seguro para prevenção das IST (Infecção sexualmente transmissível), devendo o uso ser estimulado principalmente na população jovem entre 14 a 24 anos onde registram o maior numero de casos, incluindo a sífilis.

O Boletim Epidemiológico aborda o sucesso da primeira sala de vacinação exclusiva para grupos de risco (profilaxia pré-exposicional antirrábica) do país. A unidade funciona anexa ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e tem por objetivo atender as pessoas com risco de exposição permanente ao vírus da raiva durante atividades ocupacionais, como profissionais ou estudantes de medicina veterinária, biologia, agronomia, zootecnia, além de profissionais que atuam na captura, vacinação, identificação e classificação de mamíferos passíveis de portarem o vírus, bem como funcionários de zoológicos e centros de reabilitação de animais silvestres, e outros.

Desde a inauguração, em 19 de outubro de 2017, esta sala de vacinação já atendeu 120 pessoas superando os atendimentos registrados de janeiro até a véspera da abertura, que apontava 92 pacientes vacinados.

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