Ponta Porã, Segunda-feira, 23 de abril de 2018
02/01/2018 17h30

Hospitais públicos de Campo Grande vão poder fazer exame de cariótipo em recém-nascidos com sinais de Down.

O exame detecta a presença do cromossomo adicional no par 21, que caracteriza a síndrome.

G1MS
 
 
Exame que detecta a presença do cromossomo adicional no par 21, que caracteriza a Síndrome de Down, vai ser oferecido gratuitamente em hospitais e maternidades de Campo Grande (Foto: Reprodução/TV Morena). Exame que detecta a presença do cromossomo adicional no par 21, que caracteriza a Síndrome de Down, vai ser oferecido gratuitamente em hospitais e maternidades de Campo Grande (Foto: Reprodução/TV Morena).

Os hospitais e maternidades públicas de Campo Grande foram autorizados pela prefeitura a realizarem o exame de cariótipo em todos os recém-nascidos que apresentem sinais indicativos de Síndrome de Down. A lei com essa determinação foi publicada nesta terça-feira (2), no Diário Oficial do município.

O exame analisa a quantidade e a estrutura dos cromossomos nas células do recém-nascido e detecta a presença do cromossomo adicional no par 21, que caracteriza a síndrome. As pessoas com síndrome de Down têm 47 cromossomos no núcleo das células em vez de 46, como é comum.

Segundo o vereador Carlão (PSB), autor do projeto que deu origem a lei sancionada pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD), o exame é fundamental para confirmar a síndrome e atualmente não é oferecido gratuitamente nas maternidades e hospitais públicos da cidade.

"O custo do exame é irrisório a prefeitura perto do benefício que traz para tantas famílias e para a saúde pública. Com o diagnóstico conclusivo do recém-nascido, tratamentos adequados, de modo indireto, vão gerar uma redução de custos ao município. Pessoas com Síndrome de Down com frequência apresentam características como hipotonia, comprometimento intelectual, alterações anatômicas e fisiológicas peculiares à síndrome que podem afetar o seu desenvolvimento físico e cognitivo de maneiras e intensidades variadas", explicou o vereador.

O Brasil, segundo estimativas, possui uma população de 350 mil pessoas com síndrome de Down, são 8 mil nascimentos por ano na proporção de 1 com síndrome a cada 750 nascidos. A partir da confirmação desta condição, o bebê deve receber atendimento por uma equipe multidisciplinar que envolve profissionais como: fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, entre outras áreas.

O cumprimento da lei ainda poderá ser regulamentado e os recursos para a realização dos exames vão vir do orçamento do município.

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