Ponta Porã, Terça-feira, 24 de abril de 2018
18/11/2017 10h40

Nutricionista desvenda mitos e verdades sobre o consumo de ovo

Para esclarecer os mitos e verdades sobre esse alimento tão presente no cardápio do brasileiro, o G1 pediu ajuda à nutricionista Cristiane Perroni.

Douradosnews
 

Se hoje o glúten e a lactose são os inimigos da vez, o ovo foi por anos banido da dieta de quem tinha problemas de coração e colesterol. Mas hoje o mesmo é considerado um superalimento, por ser rico em macro e micronutrientes, ter baixo custo e ser de fácil preparo.

O que não muda o fato de muita gente evitar ou restringir o consumo no dia a dia. Para esclarecer os mitos e verdades sobre esse alimento tão presente no cardápio do brasileiro, o G1 pediu ajuda à nutricionista Cristiane Perroni.

Verdade: ovo é um superalimento

O ovo é rico em macro e micronutrientes. Na clara está presente proteínas de alto valor biológico. Na gema, principalmente gorduras (saturadas e colesterol), vitaminas lipossolúveis A, D, E e K. Possui ainda vitaminas do complexo B (vitamina B12, riboflavina, ácido fólico e colina); e minerais como ferro, selênio, fósforo, iodo, zinco, cobre e cálcio. É excelente fonte de luteína e zeaxantina que estão relacionadas à prevenção da degeneração macular e alterações oftalmológicas.

Mito: ovo aumenta o colesterol

Estudos já demonstraram que a ingestão de alimentos fontes de colesterol não é responsável pelo aumento do colesterol sanguíneo, e sim o consumo excessivo de gordura saturada. Estima-se que 30% da população responda negativamente à ingestão excessiva de alimentos fontes de colesterol. Em torno de 70 a 80% do colesterol é fabricado pelo corpo e 20 a 30% provém da alimentação. Muitos indivíduos que apresentam hipercolesterolemia estão têm relação familiar, origem genética.

O colesterol, em níveis equilibrados, é fundamental para nosso organismo. É essencial para formação das membranas celulares, produção de hormônios sexuais, formação dos sais biliares, vitamina D e na formação dos tecidos nervosos. Estudos recentes vêm demonstrando ser seguro consumir um ovo diariamente, no entanto, mais estudos são necessários para avaliar qual o limite seguro. A indicação do consumo deve ser individualizada de acordo com objetivos e história clínica do indivíduo.

Mito: o ovo pode ser preparado com qualquer técnica culinária

Atenção à forma de preparo do ovo (omelete, cozido, mexido): deve-se utilizar utensílios/panelas que dispensem a utilização de gordura ou utilizar pequenas quantidades de gorduras como azeite virgem ou óleo de coco. Existem "sprays de gordura" (azeite e coco) ou dosadores que liberam quantidade muito reduzida.

Verdade: o ovo não deve ser lavado, nem guardado na porta da geladeira

O ovo deve ser armazenado dentro da geladeira (e não na porta da geladeira) e não deve ser lavado antes do consumo. A lavagem dos ovos pode remover a cutícula protetora dos poros da casca, facilitando a entrada de microrganismos, resultando na deterioração e diminuição do período de estocagem. Só lave os ovos em água corrente antes do consumo.

Verdade: comer ovo cru pode ser fonte de contaminação

O ovo não deve ser consumido cru ou mal cozido para não ter risco de ingestão de alimento contaminado com salmonela, sendo indicado o cozimento no mínimo por sete minutos. Salmonela é um grupo de bactérias que pode causar gastroenterites (diarreia, vômito, dor na barriga, mal estar), encontrada em alimentos de origem animal.

Verdade: é saudável consumir ovo no café da manhã

Por ser excelente fonte de proteína, o consumo de ovo no café da manhã promove maior saciedade. Pode ser utilizado como substituto do queijo e da manteiga ou em preparações. Exemplos: Crepioca - 1 ovo batido + 2 colheres de sopa de farinha de tapioca + 2 colheres de sopa de cottage para o recheio ou panqueca de banana - 1 ovo batido + 1 banana amassada + 1 colher de Aveia + 1 colher de chá de cacau em pó.

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