08/08/2014 08h30

Leia a Coluna Conjecturas com Carlos Monfort

O colunista destaca as proibições imposta pela lei neste período eleitoral

Divulgação (TP)
 
 

RESTRIÇÕES

A série de restrições impostas pela Justiça Eleitoral para a campanha, que dificultam o contato dos candidatos com os eleitores, foi alvo de reclamações dos deputados Amarildo Cruz (PT), Carlos Marun e Júnior Mocchi (ambos do PMDB) na sessão da Assembleia na última quarta-feira. As proibições que aumentam a cada pleito estão "matando" as campanhas eleitorais, que outrora já foram a principal festa da democracia no País.

A reclamação procede. O não pode isso, não pode aquilo prejudica não só candidatos, mas principalmente os eleitores brasileiros que hoje andam conhecendo mais da vida de quem disputa a Presidência dos Estados Unidos, pela ampla divulgação na mídia, do aqueles em que são obrigados, pela lei, a votar, opina o articulista da capital, Marcos Eusébio.

IGUALDADE

  • Particularmente sou amplamente favorável à rigidez das regras eleitorais, mesmo que criem uma falsa igualdade entre os concorrentes. Mas as imposições são extremamente necessárias e fazem muito bem para a democracia, acredito na minha humilde opinião.

COMPRA DE VOTO

  • O colega articulista da capital salienta que não é proibindo doação de camisetas, churrascos e outros eventos do tipo que se coibe a compra de votos. Ninguém com inteligência mediana pode acreditar que um eleitor vai votar em determinado candidato só por comer e beber em um evento político. Até porque esse eleitor "cervejeiro" e "churrasqueiro" irá a quantos churrascos forem ofertados para aproveitar todos.

Porém, para dar uma resposta ao cidadão ante a incapacidade de coibir de fato a compra de votos, fica mais fácil proibir tudo. Tais proibições, qualquer morador periferia sabe muito bem, só faz com que alguns candidatos deixem de gastar em eventos para usar o dinheiro na compra de voto em espécie na reta final da campanha.

E, apesar de autoridades repetirem sempre que a fiscalização será severa, raramente alguém vê um candidato punido por isso. Quando acontece, a punição atinge os mais fracos ou meros cabos eleitorais.

Vale lembrar, entretanto, que apesar de políticos reclamarem das normas judiciárias que estão "matando" as campanhas eleitorais, a culpa disso é da própria classe política. Faz décadas, o Congresso enrola a proposta de uma nova legislação eleitoral e outras reformas que a sociedade atual exige.

E já que os congressistas não cumprem sua parte de legisladores, o papel de legislar sobre as campanhas acaba ficando para o Judiciário.

SEGURANÇA

  • Policiamento ostensivo presente sempre em Ponta Porã! Esse é o lema que deveria nortear a partir de agora a campanha pela segurança pública em Ponta Porã. Não adianta ficar chiando. Ponta Porã não pode ser uma terra sem lei, onde todo mundo faz o que quer como bem entender. Chega!

A polícia – seja Força Nacional, Polícia Civil, Polícia Militar e afins – está de parabéns pelo aparato nas ruas durante toda esta semana. A sociedade civil organizada agradece e vai eternamente agradecida se esse aparato continuar e perdurar constantemente.

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