06/02/2018 05h40

Leia a Coluna JN com o jornalista João Natalício

Eu não sei se os petistas vão aguentar o rojão, mas eles, literalmente, estão chamando todo mundo prá briga.

Divulgação (TP)
 
 

CLIMA RUIM

  • O clima político não está nada bom no País por conta da rebeldia e dos desaforos proferidos pela cúpula petista nacional amparada pela militância que se beneficiou desenfreadamente das benesses dos governos Lula e Dilma. Viram a arrogância do Pedro Stédile, aquele líder processado do MST, como ele desafiou a "dona Polícia Federal" e o Judiciário?

  • "Agora vai aqui o recado para a dona Polícia Federal e o Poder Judiciário: não pensem que vocês mandam no País. Nós, os movimentos populares, impediremos com tudo que for possível que o Lula seja preso". Ele disse isso publicamente num palanque armado na Praça da República, em São Paulo com a participação das lideranças maiores do PT. Até o Lula estava falando grosso depois do placar indigesto de 3x0 no julgamento do seu recurso pelo TRF-4 em Porto Alegre. Ele desafiou: "Não vou permitir que um canalha qualquer me chame de ladrão (...) eu não tenho razões para aceitar o resultado dessa votação do TRF-4" e foi desfilando impropérios e desaforos recebendo os aplausos dos líderes maiores do PT.

BRIGA

  • Eu não sei se os petistas vão aguentar o rojão, mas eles, literalmente, estão chamando todo mundo prá briga. Quem estiver contra o ex-presidente Lula ou gostando da sua condenação estão entrando para a lista negra do PT. Particularmente eu acho que se a situação não for controlada nos próximos dias, vem chumbo grosso por aí para todo mundo. Esta semana uma figura de destaque da política estadual me disse com a cara fechada: "Ninguém é obrigado a suportar as bravatas do PT e desses partidos de extrema esquerda por muito tempo".

  • Estou ficando arrepiado e prevendo que se não houver alguma intervenção imediatamente a panela de pressão pode explodir. Por tudo o que tenho ouvido e pelas informações obtidas, no máximo dentro de 60 dias o glorioso ex-presidente Lula poderá ser preso, muito mais pelas provocações que o próprio PT está fazendo e muito menos pela ação do Judiciário.

ESPERA

  • Agora vamos falar um pouco de coisa séria, deixando um pouco de lado os blefes, as provocações, as mentiras e as valentias não comprovadas. Conversando esta semana com um tucano bem relacionado, ele me indicou o pulo do gato. Segundo ele, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) não está esperando o carnaval passar, coisa nenhuma, para só depois decidir se disputa ou não a reeleição. Ele está aguardando é a decisão do André Puccinelli (MDB). Se o italiano for candidato a governador, o Reinaldo Azambuja pula fora. Pode ser.

  • Na mesma toada estão os pré-candidatos ao Senado. Odilon de Oliveira ainda está em dúvida se disputa o Governo do Estado ou o Senado da República e o Zeca também espera a definição se o Luiz Inácio Lula da Silva vai ou não disputar a Presidência da República, uma vez que o seu futuro político está nas mãos do Judiciário que não mostra disposição para perdoar o petista.

  • Certo mesmo está o Nelsinho Trad (PTB) que definiu candidatar-se a senador, em razão do que indicam as pesquisas de opinião pública que lhe dão amplo favoritismo. Moka (MDB) e Pedro Chaves (PSC) devem tentar o Senado, mas sem muito entusiasmo.

  • Por outro lado, estão dizendo que até o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido por enquanto) está de botuca aguardando como a Justiça Eleitoral vai tratar o expresidente Lula: caso ele seja considerado "ficha limpa", Delcídio quer o mesmo tratamento. Nada mais justo.

EM CAMPANHA

  • Falar em Justiça, esta semana o vereador Daniel Marques (MDB) informou que a partir do começo de fevereiro o pré-candidato ao Governo do Estado, André Puccinelli, já estará visitando todos os municípios de Mato Grosso do Sul numa pré-campanha eleitoral. No mesmo bate-papo fiquei sabendo que o vereador emedebista poderá ser candidato a deputado estadual a convite do presidente Regional do MDB, ou seja: o próprio Puccinelli.

  • Tudo indica que o vereador Farid Afif, do mesmo partido, deverá estar fora dessa por decisão própria. O Daniel Marques, pertencente a tradicional família de políticos, está consciente que a batalha não será fácil em razão do grande número de pretendentes a uma vaga na Assembleia Legislativa. Resta saber se na hora "H" a metade dos candidatos vão pular fora da disputa por dois motivos: falta de poio ou falta do dindin.

J. N. Oliveira

jndeoliveira@jnnoticiaspp.com.br

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