Leia: Informe JN com João Natalício

Coluna conta tudo o que aconteceu na Exporã

02/04/2019 13h20 - DN

 

INFORME JN

EXPORÃ

Na abertura da 45ª Exporã na noite de quinta-feira da semana passada, aconteceram quatro coisas boas dignas de elogios: os discursos do presidente do Sindicato Rural, André Cardinal, do prefeito Hélio Peluffo e do deputado federal Tio Trutis (PSL) e os salgadinhos do coquetel supimpa oferecido após a solenidade. Tudo dentro dos conformes, sem gordura e com sabor inigualável.

Hélio Peluffo em seu discurso deu o recado que queria principalmente às personalidades de outros municípios, da Famasul e do Governo do Estado. Segundo o prefeito, a Prefeitura de Ponta Porã está praticamente sem problemas no momento: sem precatórios, sem dívidas vencidas, salários dos servidores em dia, 13º salário garantido para 2019 e 2020. Uma beleza! Situação de fazer inveja a qualquer governante. A estratégia deu certo. Os demais oradores deixaram de lado a Exporã e passaram a dar destaque para o município de Ponta Porã "em franco desenvolvimento administrado pelo grande prefeito Hélio Peluffo". Matou a pau.

TIO TRUTIS

Mas a grande novidade na abertura da Exporã quinta-feira da semana passada foi a presença do deputado federal Loester, o Tio Trutis, que estava acompanhado da presidente do Diretório Municipal do PSL, Raquel Portioli, provável candidata a prefeita de Ponta Porã pelo partido do presidente da República Jair Bolsonaro.

Ao usar da palavra, o parlamentar deu o seu recado direitinho, destacando a força do agronegócio no Estado de Mato Grosso do Sul sendo conduzido por produtores que entendem do assunto, argumentando que "até bem pouco tempo o campo, a produção agrícola enfim era administrada por quem não entendia nada de campo, a não ser fazer política", numa clara alusão ao MST e seus parceiros.

DIFICULDADES

Mas quem abriu mesmo o jogo do setor produtivo em Mato Grosso do Sul, no campo do agronegócio, foi o grande anfitrião da Exporã, o advogado e produtor rural André Cardinal, presidente do Sindicato Rural de Ponta Porã. Ele disse tudo o que sabia e mais um pouco a respeito das dificuldades que a classe ruralista enfrenta para produzir alimentos e garantir o sustento da economia, através do agronegócio.

OUTROS TEMPOS

Em todos os setores da vida humana, no dia a dia dos costumes e principalmente nas variações da economia e na maneira de conduzir os fatos, o mundo vem sofrendo mudanças e no Brasil e em Mato Grosso do Sul não está diferente. Tem muita coisa mudando por aí. Aqui na Exporã, por exemplo, em 45 anos de realização da Exposição Agropecuária de Ponta Porã muita coisa mudou.

Os maiores espaços, os grandes galpões e barracões lotados de gado de raça até pouco tempo atrás, foram substituídos por outros produtos, principalmente maquinários e equipamentos agrícolas. Semana passada, na abertura oficial da 45ª Exporã, quase todos os oradores principalmente os membros do Governo do Estado e da Famasul só falaram do valor da soja e nem sequer se referiram à raça Nelore ou Guzerá, as grandes estrelas de exposições passadas.

Na verdade, as grandes estrelas da abertura da 45ª Exporã foram a empresa Jotabasso, uma das maiores produtoras de sementes do país e a Aprosoja que controla todo o setor. Algo errado nisso? De jeito nenhum. São as mudanças até certo ponto radicais que chegaram também no campo. São os outros tempos de outrora que não existem mais e os outros tempos modernos que chegaram para valer na economia de Mato Grosso do Sul e de Ponta Porã. Algo errado nisso? De jeito nenhum.

TUDO ERRADO

Parece que está errado e muito difícil de consertar é o comportamento do Palácio do Planalto e a teimosia do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de só querer fazer as coisas do seu jeito sem ouvir ninguém. Esta semana um jornalista consagrado, com anos de experiência em cobertura política, Flávio Rocha, declarou com ênfase a mesma coisa que estão comentando os grandes comentaristas políticos do país: "Se o presidente Jair Bolsonaro não abandonar as redes sociais (twiter, facebook e outros mecanismos) o seu governo não conseguirá aprovar nada no Congresso Nacional, nem a Reforma da Previdência e os projetos do ministro Sérgio Moro, tão importantes e necessários para o Brasil.

Todos os entendidos no assunto estão alertando: a importância das redes sociais nas eleições é uma coisa, mas na realidade dos fatos quando o assunto exige raciocínio e tomada de posição, é outra coisa muito diferente. Até os aliados do presidente da República no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional estão preocupados com a situação bolsonariana.

Aqui em Ponta Porã ainda não sei o que pensa o meu amigo Aureovaldo do Amaral sobre o assunto. Para ele o glorioso Bolsonaro foi o cara que plantou a primeira árvore no Jardim do Eden. E o pior é que eu estava indo no papo do Vadinho.

J. N. Oliveira

jndeoliveira@jnnoticiaspp.com.br

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