18/07/2015 05h50

A miséria da pobreza e o luxo da "presidenta" por José Alberto Vasconcellos.

Dentro do sistema, o Parlamento abriga deputados e senadores que custam para os contribuintes, cada um, mais de dez milhões de reais por ano

Divulgação (TP)
 
 

Está comprovado: em nosso país, o serviço público de saúde não funciona. É deprimente e extremamente doloroso, ver pessoas, mais especificamente idosas, conforme tem-nos mostrado os canais de TV, encostadas nos corredores de prédios inadequados, a que dão o nome de hospitais, a espera do atendimento médico, que venha aliviar-lhes o sofrimento; assim como aplacar o desespero e a ira dos familiares que as acompanham, que junto sofrem, impotentes para aplacar as dores do ente querido. Faltam instalações adequadas, faltam médicos, faltam enfermeiras, faltam medicamentos e tudo o mais que o mais modesto atendimento exige.

O nosso Estado Democrático não tem o homem como fim, sua organização, se é assim que podemos classificá-la, não se preocupa com a tortura que impõe aos pacientes que recorrem ao sistema público de saúde. Preocupa-se o governo popular que temos, apenas em produzir e manter a safadeza, a vagabundagem oficial e a ostentação.

Dentro do sistema, o Parlamento abriga deputados e senadores que custam para os contribuintes, cada um, mais de dez milhões de reais por ano:exatamente dez milhões e duzentos mil reais. É o maior dispêndio do mundo com Congresso. No Brasil não se tem medido esforços para remunerar e dar condições de “trabalho” aos seus congressistas (deputados e senadores); calcula-se que cada parlamentar custa R$11.545,00 (onze mil, quinhentos e quarenta e cinco reias), POR MINUTO!

Some-se a essas “despesas democráticas”, o “Mensalão”, o “Petrolão”, outros desvios intermediários em número considerável, e agora, mais o rombo do BNDS que atinge, segundo alguns vetores da imprensa, cerca de UM TRILHÃO DE REAIS !!!? A isso tudo, some-se mais as despesas pessoais da “presidenta”, no tocante a cabeleireiros, vestimenta e os adornos complementares. Cada vez que aparece em público, a “presidenta” da República Federativa do Brasil, exibe um novo traje, um novo e refinado visual. Claro, tudo por conta do contribuinte. Pobre Ângela Merkel – primeira-ministra da Alemanha, desde 2005 – com o seu imutável e modesto casaquinho, imitando Margaret Thatcher, primeira-ministra inglesa, recentemente falecida. Tem-se, ainda, os vestidões fora de moda de Golda Meir (1898-1978), primeira-ministra israelense, que fazia, ela própria, o café que oferecia às visitas que recebia em sua casa, enquanto ministra, no período de 1969/1974.

O feminismo no Brasil, elevou o custo da gestão presidencial, quanto se tem uma mulher na função, como acontece, presentemente. Lembremos, como exemplo, o outro lado, quando um homem é o presidente da República. O melhor exemplo é o do presidente Jânio da Silva Quadros (1917-1992), que o ex-governador Pedro Pedrossian afirma em seu livro, “O Pescador de Sonhos”, pág. 246, que Jânio nasceu na chácara Jambeiro, hoje integrada à sua fazenda Petrópolis, em Miranda.

O presidente Jânio à testa do governo adotou, imitando o egípcio Gamal Abdel Nasser (1918-1970, presidente da RAU (República Árabe Unida), o “Slack indiano” : uma camisolona caqui (ou quase), munida com muitos bolsos, que ele alegava ser mais confortável para o nosso clima. Contudo, previdente, Jânio tinha um terno e um par de sapatos, num armário do Palácio, que usava nas cerimônias. Renunciando a presidência e jurando que jamais voltaria a Brasília, que considerava uma cidade maldita, esqueceu-se de levar consigo a indumentária que usava nas cerimônias. Diz a lenda que, o terno e os sapatos sumiram, sem deixar pistas.

Quando a presidência da República é ocupada por um homem, os gastos com o embelezamento pessoal são mínimos. Jânio não gastava nada e o presidente Sarney, tinha uma mania de baixo custo: aparar e tingir o bigode, todas as manhãs!

O brasileiro trabalha seis meses por ano, só para pagar impostos. Testemunha agora, com pesar, que esses impostos não vão para a saúde, são consumidos em boa parte, para “embelezar” a presidente, que insiste em ser chamada de “PRESIDENTA” .

Consoante leciona a professora Miriam Rita Moro Mine, da UFPr, verbis:“Quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é presidente e não “presidenta”, como Dilma Roussef exige ser chamada. Independentemente do sexo, diz-se estudante, e não “estudanta”; se diz adolescente, e não “adolescenta”; e se diz paciente, e não “pacienta”.

Some-se às despesas com o “embelezamento” da “presidenta”, os rombos financeiros perpetrados, judicialmente, sob a custódia do Juiz Sérgio Moro. Há, ainda, outras permissibilidades republicanas: “O pagamento dos proventos dos 23.579 (vinte e três mil, quinhentos e setenta e nove) “funcionários” acoplados sem concurso, ao governo popular do PT., apud: Editorial, Progresso, ed. 13.07.2015.

Cáspite!

13.07.2015 (4905) Membro da Academia Douradense de Letras. (josealbertovasco@yahoo.com.br)

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