Artigo

A saúde e o corpo humano como mercadorias, para alimentar a excrecência médica e política no Brasil

Por: José Alberto Vasconcellos

07/07/2018 08h40 - DN

 

"Os medicamentos formam um dos grandes gargalos por onde desce muito dinheiro. Mesmo amparadas pela lei federal que permite a compra diretamente dos laboratórios, e sem licitação, todas as administrações mencionadas neste capítulo preferiram adquirir de distribuidoras a maioria dos remédios que abastecem hospitais, postos de saúde e farmácias populares. Além da obrigação do processo licitatóio, o que quase sempre é demorado, os custos nestes casos chegam a ficar 400 (quatrocentos) por cento mais caros, já que as distribuidores revendem o que compram dos laboratórios." (A Máfia do Paletó, págs. 85/86, Eleandro Passaia, ed. 2010).

"Esquema de Cabral na Saúde do Rio desviou R$300 milhões, afirma procurador. O procurador da República Rodrigo Timóteo da força –tarefa da Operação Lava Jato, no Rio, afirmou nesta terça-feira 11, que o esquema da Secretaria de Saúde do Governo Sérgio Cabral (PMDB) e ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) desviou R$ 300 milhões. As fraudes saíram de importações e licitações internacionais e superfaturamento em contratos..." (Google: Operação "Fatura exposta" – Polícia Federal).

"Todos os indiciados pela Uragano sabiam o que estavam fazendo. Em entrevista exclusiva ao Douranews, o delegado da Polícia Federal Bráulio Cezar da Silva Galloni, que chefiou a Operação Uragano, abriu espaço (...) para entre outras coisas, rebater de forma dura (...)" "É uma quadrilha. São pessoas que se reuniram para cometer crimes. Todas...todas...sabiam o que estavam fazendo; fizeram conscientemente; quem pagou, pagou sabendo que estava pagando; quem recebeu, sabia que estava recebendo e a origem desse dinheiro", afirmou, continuando a dizer que "então , ninguém foi responsabilizado de graça." (Google: Operação "Uragano" – Polícia Federal).

"Traficantes de órgãos torturavam vítimas no Sul de Minas. EM localiza famílias de vítimas do que a Justiça trata como máfia dos transplantes e ouve denúncias de que pacientes que deveriam estar no CTI passavam até fome em enfermarias." "Poços de Caldas, Bandeira do Sul e Carvalhópolis – Estudos da área de segurança pública definem "máfia" como uma organização com estrutura hierárquica definida, múltiplas atividades criminosas e influência velada sobre o poder público. Treze anos depois das primeiras denúncias de assassinato de pacientes para tráfico de órgãos humanos em Poços de Caldas, no Sul de Minas, esse é o tipo de grupo descrito por promotores e juízes de Belo Horizonte que tomaram a frente das apurações e das ações judiciais que resultaram delas". (...) "Mais impressionante do que os relatos sobre grupos de médicos suspeito de deixar pacientes definhar deliberadamente e até retirar vísceras das vítimas ainda vivas, porém são relatos de horror feitos com parentes dessas pessoas. A reabertura das investigações leva alguns desses familiares , localizados pelo Estado de Minas, a reviver os dias de angústia entrentados durante as internações na SANTA CASA DE POÇOS DE CALDAS, na qual operava o grupo investigado, e onde, segundo contam, pacientes chegavam a passar fome enquanto, de acordo com a Justiça, eram deixados para morrer." (Google: Operação Polícia Federal – Venda de Órgãos Humanos em Minas Gerais, destaques nossos).

"Deus foi a minha força, o meu refúgio e o único amigo durante todos os dias de investigação. Peguei (...) o número do telefone do Delegado de Polícia Federal responsável pela Delegacia de Dourados. Bráulio José Galloni que tem fama de valente. Homem da lei que prendeu alguns bandidos ou coronéis mais temidos da cidade. Mas não era o jeito durão que me tranqüilizava. Doutor Galloni é um homem de princípios cristãos e isso por si só era uma garantia de que podia confiar nele. (...) "— Estão assaltando a cidade. Eu posso ajudar a polícia a prender uma quadrilha inteira." " — Seja mais claro secretário!" Disparou o delegado, franzindo a testa."

"Conversamos por 1 hora e 42 minutos. (...) Deixei claro que eu não era bandido arrependido, ou em busca de vingança após ter sido traído pelo próprio grupo. Pelo contrário, bem larga e generosa era a porta que me convidava a entrar para o mundo do crime." (A Máfia do Paletó, pág. 41, Eleandro Passaia, ed. 2010).

Inicia na saúde pública, a ação nefasta dos escroques que detém a posse do dinheiro amealhado com os impostos; aliam-se a esculápios bandidos, para tirar e vender órgãos do corpo de criaturas pobres e famintas, já nos últimos estertores. Transitam com o mesmo ânimo de roubar, pela educação; contaminam e associam-se à segurança, desamparam a sociedade, enlutam a Nação!

São ateus e perjuros, dissimulam sua origem descrita por Darwin. Agem como germes e invadem o corpo social. São figurantes que evoluíram do esterco, não são criaturas de Deus. Aquela criatura que Deus fez à sua imagem e semelhança.

04.07.2018 (5000) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br)

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