José Alberto Vasconcellos

Artigo: Para que nos tem servido os órgãos municipais ?

José Alberto Vasconcellos

21/07/2018 10h40 - DN

 

Um placa de "PARE", na esquina da rua João Cândido Câmara com a rua Antonio Emílio Figueiredo, está no chão há muito tempo. A placa caiu e caída permanece, deixando de prevenir que a rua Emílio é preferencial. As ruas preferenciais, para nós que moramos aqui, exigem só adivinhação; contudo a cidade de Dourados, é o centro comercial, educacional, hospitalar e lidera outras atividades que são procuradas pelos moradores na região, procedentes de dezenas de cidades, que compõem a "Grande Dourados".

Outra placa que anunciava aos motoristas, área escolar, no caso a Joaquim Murtinho, nas proximidades daquela acima noticiada, do "PARE", desapareceu do local há muito tempo. Semáforos para pedestres não existem, nem na confluência da Av. Marcelino Pires com a Pres. Vargas, o coração da cidade!

O que nos parece — e isto é incontestável — é que os responsáveis pelos órgãos municipais, que tem a obrigação legal impositiva de ajudar o prefeito a administrar a cidade, não vêm cumprindo com suas obrigações de ofício, por desinteresse ou incompetência. Incompetência até para entender que recebe salário da sociedade, para prestar um trabalho.

Some-se a eles os senhores Vereadores, cegos e surdos aos problemas urbanos: limpeza e remoção dos lixos, entulhos e galhos. Pavimentação urbana com buracos e "perebas", Sinalização para o trânsito encobertas por árvores; lombadas sem a exigida pintura e avisos que alertem com a devida eficiência os motoristas, e...

Vários pedidos foram feitos, para vários Vereadores, para que viabilizassem a implantação de um semáforo na esquina da rua Nelson Araújo e Antonio E. Figueiredo — nenhum deles, pelo que se sabe, movimentou-se para atender o pedido. O que ocorre é que a Prefeitura Municipal não sabe o volume do trânsito de automóveis e o tráfego de caminhões com até 100 toneladas que utilizam de toda extensão da RUA ANTONIO EMILIO DE FIGUEIREDO — dia e noite — exatamente porque que não tem nenhum obstáculo, como semáforos, lombadas eletrônicas e tampouco nenhuma fiscalização pelo Agetran, para impedir que caminhões com mais de 100 toneladas ali trafeguem numa pavimentação urbana frágil e imprópria. É preferencial para grandes velocidades por automóveis (alguns chegam a mais de 100 km/h). Aproveitam da "moleza" os motoqueiros, sendo que alguns deles pensam estar no quintal da "Mãe Joana", além da estonteante velocidade, fazem questão de produzir, com os escapamentos — dia e noite — o maior ruído que conseguem. Esses "engraçadinhos" recebem funestas pragas até de pessoas piedosas.

A cidade vem recebendo o emplacamento das ruas. A providência seria louvável se os motoristas não tivessem que usar binóculos para conseguir lê-las, dado seus reduzidos tamanhos. Impressionante que ninguém tenha percebido a inutilidade delas!

Buracos nas ruas fazem aniversário. Administrações anteriores taparam buracos usando técnica desconhecida, hoje as ruas estão tomadas por britas soltas e os buracos com as bocas abertas. Quarteirões inteiros estão com os estacionamentos centrais, inteiramente destruídos e uma boa quantidade de lixo acumulada. De um lado os moradores não tem interesse em varrer suas calçadas — como eu faço, pessoalmente, todos os dias — de outro, a limpeza pública não se manifesta e a Secretaria de Obras não explica porque quase todos estacionamentos, nos canteiros centrais da cidade, estão estourados com buracos e obstáculos que incomodam os usuários. Regularidade no local, só a cobrança pelo estacionamento.

Então, para que existem as secretarias e órgãos como a Agetran, específicos para atender cada finalidade da administração, mas que não saem da garagem? Teria a senhora prefeita escolhido mal seus auxiliares? O povão prejudicado pelo desarranjo, embora pague regularmente seus impostos, precisa saber!!!

Está claro que Dourados já não é mais uma vila, hoje conta com uma população que beira a 250 mil habitantes e sua economia escorada na agricultura, na industria e no comércio é pujante e — claro! — administrar esta cidade não é coisa para amadores, exige pulso firme do prefeito e policiamento nas secretarias e nos seus órgãos auxiliares, como sempre fez o saudoso JANIO DA SILVA QUADROS, quando prefeito de S.Paulo.

A Lei Orgânica do Município estabelece que a administração do Município, pessoa jurídica de direito público interno, é feita pelo prefeito com o concurso dos seus auxiliares diretos.

Vereadores que representam diretamente o povo precisam empenharem-se, encarando os contribuintes, para solucionar inúmeros problemas que incomodam e precisam de solução, muitos urgentemente. Os secretários, em seus gabinetes algures ou alhures, fugindo até dos telefonemas, deixam os contribuintes "avexados", sem nem conhecer seus problemas.

À prefeita, rogamos que preste atenção no trabalho dos seus auxiliares, o povo quer soluções e tem pressa!

7.06.07.2018 (4990) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br).

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