Politica

Desajuste, reajuste e os desajustados por José Alberto Vasconcellos

Enquanto o governo não sabe mais o que diz, e o ministro Toffoli, do S.T.F., tumultua o trabalho do juiz Sergio Moro

03/11/2018 07h - Divulgação (TP)

 

Sabemos que nosso País passa por um desajuste financeiro; e que o governo, politicamente, também desajustado, procura por todos os meios, e com todos os recursos de que dispõe, inclusive lançando mão do tradicional "toma-lá-dá-cá", obter amparo para o ajuste do desajuste, que a sua incompetência adminstrativa provocou.

Debaixo de uma tempestade de críticas, capenga e desacreditado, o governo busca com empenho, uma possibilidade, por mais modesta que seja, para reajustar o que se encontra desajustado.

Enquanto a administração da República Federativa do Brasil, afoga-se em problemas de todos os naipes, um Ministro do S.T.F., Dias Toffoli, (ÉPOCA, ed. 28.09.2015, págs. 48/49), "...consegue (com a aprovação da maioria dos ministros do S.T.F.) retirar do juíz Sérgio Moro novos casos da Lava Jato, decisão que põe em risco o futuro das investigações."

"O ministro do S.T.F. Dias Toffoli – ex-advogado elitoral do PT, ex-advogado-geral da União no governo Lula, que chegou ao S.T.F. pelas mãos do mesmo Lula, o advogado que fora reprovado duas vezes num concurso para juiz, pôs-se a dar lições jurídicas ao juiz Sérgio Moro." (op,cit.,pág. 48)

O país perdendo o grau de credibilidade; o orçamento futuro com um rombo assombroso; o governo desnorteado, fazendo apologia à abobrinha e ao pepino, consegue fazer da administração pública, escorada nos seus 39 ministérios, uma salada mista indigesta e dispendiosa, que consome com tudo o que arrecada e ainda deixa o país na pendura.

O contribuinte não sabe para onde foram os impostos arrecadados, vez que o governo não apresenta nada de concreto, principalmente nas áreas da saúde pública, na educação e na segurança que tem dado moleza demais aos bandidos. O que é público e notório é a nulidade do Congresso, a inflação que avança, a recessão que fecha portas e provoca o desemprego.

Enquanto o governo não sabe mais o que diz, e o ministro Toffoli, do S.T.F., tumultua o trabalho do juiz Sergio Moro, que está mostrando serviço e recuperando valores surrupiado dos cofres públicos, voltemos ao rombo no orçamento, provocado por gastos excessivos sem retorno, já do sobejo conhecimento da sociedade. Todavia, caso estivessem todos os órgãos nacionais ligados, e neles incluídos o Executivo, o Legislativo e o Judiciário; autoridades civis, militares e eclesiásticas, com um só objetivo teriam evitado e resolvidos os problemas financeiros do país, e não haveria o vexame da dívida pública que escalou um montante assombroso, envergonhando a Nação.

Veja, o Brasil possui riquezas minerais (Art. 176, caput e par. 1º. da Cf.) que se não fossem contrabandeadas, favorecidas pela conivência oficial que facilita esse descaminho, e imperasse a honestidade no território nacional, por parte dos agentes públicos, todos os problemas estariam resolvidos. Citamos como exemplo, a demarcação da reserva indígena "Raposa Terra do Sol" de proporções territoriais imensas, localizada em área de fronteira. Região que detém a maior jazida de diamantes e -- pasmem! – 98% das reserva mundiais de NIÓBIO, usado em metalurgia. Elemento químico (simb. Nb) de número atômico 41 e massa atômica 92.906.4, us. em aços e ligas metálicas de grande resistência e estabilidade térmica, em cápsulas espaciais, mísseis, foguetes, reatores nucleares e semicondutores.(Enc. Larousse).

O mundo consome com 37 mil toneladas de NIÓBIO anualmente. O valor da tonelada do mineral é decidido na Inglaterra, que não produz um único grama, ou melhor 2% que vem do Canadá. Sabe-se que um quilograma de NIÓBIO no garimpo é vendido por R$400,00 (Google). Feitas as contas, com este volume: 37.000 toneladas renderiam aos cofres nacionais 14 bilhões e oitocentos milhões, anualmente.

Qualquer tipo de riqueza nacional, pública ou privada, de natureza tecnológica, cientifica, humana, industrial, mineral, agrícola, energética, de comunicação, de transporte, biológica, assim que desponta e torna importante, é imediatamente destruída, passa por um inexorável processo de transferência para outras mãos ou para seus "testas de ferro" locais.(Google)

Talvez por isso o jornal Folha de São Paulo noticiou no dia 05 de novembro de 2002: "Lula passou o final de semana em Araxá em casa de CBMM do Grupo Moreira Salles e da multinacional Molycorp." "A companhia exporta 95% do NIÓBIO que retira de Minas Gerais e é a maior exploradora do metal no mundo. O caso é antigo. Por meio de uma ONG, a empresa financiou projeto do instituto Cidadania, presidido por Luiz Inácio da Silva..." (Google).

Então?

31.30.09.2015 e 30-10-18 (4760) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br).

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