18/11/2017 10h30

"Mein kampf" o livro que profetizou uma guerra, por José Vasconcellos

Por: José Alberto Vasconcellos

Divulgação: Dora Nunes
 
 

Adolf Hitler (1889-1945), lutou no exército bávaro na Primeira Guerra Mundial (1914/1918), da qual saiu como cabo e uma cruz de ferro como comenda. Em 1921 tornou-se o chefe do Partido Operário Nacional-Socialista Alemão. Em 1923 tentou, em Munique, um golpe de Estado malogrado. Preso, escreveu "Mein Kampf" (Minha Luta), livro no qual expôs a doutrina ultranacionalista e anti-semita do nazismo. Em 1933 chegou ao posto de chanceler. Com a morte do presidente Paul von Hindenburg (1847-1934), Hitler tornou-se presidente da Alemanha, em agosto de 1934 e depois Führer (aquele que conduz) à frente de um Estado ditatorial.

Enquanto preso, Hitler escreveu no seu livro, à pág. 237, analisando os comunistas: " …o marxismo, com uma multidão de vagabundos, desertores, pulhas partidários e literatos…" (…) "marchará com a democracia até que consiga, por via indireta, os seus criminosos fins, e obter apoio do espírito nacional por ele condenado à extirpação." (…) "Então os porta-bandeiras da Internacional vermelha, em lugar de um apelo à consciência democrática, dirigiram uma incendiária proclamação às massas proletárias e a luta se transplantaria (…) das salas de sessões dos nossos parlamentos, para as fábricas e para as ruas. A democracia ficaria logo liquidada (…) tal qual aconteceu no outono de 1918, a alavanca e o malho das excitadas massas proletárias." ( Minha Luta (sic). Ed. Moraes Ltda. – S.Paulo, 1983).

No seu livro, Hitler registra os comunistas como "uma multidão de vagabundos, desertores, pulhas partidários..." podemos aduzir: grudados nas tetas públicas, orientados por literatos fanáticos, visionários do além do aquém, onde não mora ninguém.

O fanatismo tanto Alemanha que orientou e propiciou a II Grande Guerra, que teve início em 1939, como aqui no Brasil, depois de 2003, com a posse de LULA na presidência, rendeu seus "frutos". Uma massa de fanáticos, oportunista e interesseira, tem tentado, a todo custo, cumprir o "Decálogo de Lênin de 1913", que prega a destruição da sociedade organizada pelo vício da indolência e vangloria e cultiva a incompetência e o desprezo à moral e aos bons costumes. Furta o patrimônio público; acirra as disputas entre etnias e promove a promiscuidade que destrói as famílias, e repugna aqueles que acreditam em Deus e na solidariedade humana.

As querelas que os comunistas pregam, se materializadas, levaria a humanidade a regredir ao tempo das cavernas e aos costumes dos trogloditas. Quantos russos morreram na Sibéria, de fome, frio e trabalho forçado, tão só porque pensaram diferente de Stalin.

Com efeito, o Partido dos Trabalhadores de índole comunista, a partir de 2003, com LULA na presidência da República, dilapidou o Erário e as empresas públicas, como a Petrobrás, o BNDS, a Caixa Econômica e outras dezenas de empresas. Empobreceu o País e produziu quatorze milhões de desempregados. Enquanto a miséria campeia, o esquerdista chefe da quadrilha, que prometeu proteger os trabalhadores, qualifica-se como "alma pura", e jararaca, sem nenhuma mácula! Até agora safo da jaula, embora já condenado a 9,5 anos de cadeia, é favorecido pela desídia de uma parcela do judiciário, "que não teve tempo para corroborar a sentença" prolatada pelo ínclito juiz Sergio Moro, da Lava – Jato.

Assim foi na Alemanha, quando os alemães mal informados acreditaram que Hitler (1889-1945), tornaria a vida de todos um sonho! O ditador suicidou-se num buraco (bunker) depois de destruir o país. O mesmo fim teve o fascista Benito Mussolini (1883-1945), que enganou os italianos e foi por eles fuzilado. O Imperador Japones, Hirohito (1926-1989), único que sobreviveu a 1945, foi mantido vivo protegido pelo fanatismo dos seus súditos. Ganhou duas bombas atômicas e assistiu ao enforcamento de todos os seus militares de alta patente, envolvidos no insensato bombardeio, em 07-12-1941, à Frota Americana fundeada em Pearl Harbor, no Hawai. Foi obrigado a renunciar à condição de divindade, que vinha de uma milenar dinastia. Finalmente teve de aturar a debochada companhia do General Douglas Macarthur (1880-1964), comandante das tropas aliadas no Pacífico, que em 1941 saíra corrido das Filipinas, frente à invasão dos japoneses.

Hoje há uma besta na Venezuela e outra na Síria, ambas com os dias contados... a história repete-se, basta atentar-se para o que aconteceu com Muammar al-Kadhafi, da Líbia; e Saddam Hussein, do Iraque, e com outros de menor destaque.

07-07-2017 (4600) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.combr)

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