23/08/2015 08h10

O livro registra verdades, para afugenta mentiras. José Alberto Vasconcellos.

É certo, ponderado e justo não generalizar os políticos como desonestos.

Divulgação (TP)
 
 

Nos dias atuais, quando os meios de comunicação veiculam incontáveis notícias, relacionadas com sicrano e beltrano, que se propõem a candidatarem-se à função de prefeito, cabe ao eleitor prestar atenção. Atenção igual a da coruja: que não fala, mas tem fama de prestar muita atenção!

Caso o eleitor disponha -- como eu disponho -- de um livro com texto relacionado à história política recente de Dourados, precisa lê-lo novamente, para não ter que testemunhar outra vez, acontecimentos de fatos escabrosos e danosos para o município como empresa (pessoa jurídica de direito público interno), no que tange às responsabilidades, administrativa e financeira. E ainda mais, para que o munícipe tenha a prestação regular dos serviços essenciais, como contra-partida pelos impostos pagos.

É dever inarredável do cidadão, na defesa dos seus interesses, exigir que o administrador municipal – sem sofismas ou reservas mentais – execute suas ações com transparência, para coibir as tradicionais e reincidentes roubalheiras, com as quais se alimentam os bandidos que gravitam ao redor do sistema. Hipócritas e inescrupulosos, esses parasitas tem o município como hospedeiro, para saquear os recursos públicos, e não raras vezes, essa nefasta simbiose só completa-se, porque conta com a conivência criminosa daquele que se elegeu, mentindo e prometendo.

Como disse: — TENHO UM LIVRO! Um livro com o título de “A MÁFIA DE PALETÓ”, de autoria do repórter e jornalista ELEANDRO PASSAIA. O autor registrou verdades que tem o condão de afugentar ratos, que noutros tempos freqüentaram os cofres do município. Agora estão apostando no esquecimento do eleitor, como, infelizamente, sempre aconteceu. Estão chegando de mansinho, querem mamar outra vez!

Caso os eleitores tivessem um exemplar do “A máfia do paletó” – e o lessem – teriam em mãos uma arma para afugentar esses interessados “em voltar”.Em tempo: ainda rolam alguns processos na Justiça contra eles. Caso condenados – o que é improvável com a legislação obsoleta que temos – eles teriam como destino as jaulas corretivas, privadas até de privada, para que sentissem o cheiro do crime que cometeram contra a sociedade.

Quantas pessoas sofrem e morrem à míngua de qualquer assistência? Quantas famílias não mais acreditam no atual sistema político, divorciado dos interesses sociais, depois de testemunharem a morte dolorosa e aflita dos seus entes queridos, lendo-lhes nos olhos a palavra: COVARDIA!

Covardia pelo abandono e desinteresse pelo sofrimento de pessoas idosas, que estão vivendo os últimos dias de vida. A desonestidade, alimentada pela ganância, supera os sentimentos de solidariedade e piedade!

Além das notícias do enriquecimento ilícito, o que mais pode-se saber sobre os políticos? Que não comparecem às sessões do Congresso; que viajam para o Mundo inteiro por conta do contribuinte; que intervém para que negócios escusos realizem-se; por fim, que o que está na gaveta, deve ficar mesmo, é na gaveta! Os políticos, encastelados no Congresso, a serviço do executivo ou de si próprios, são os reais artífices da miséria dos brasileiros, porque, hipocritamente, roubam ou desperdiçam todas as riquezas que o País produz.

Candidatar-se novamente, voltar para junto do cofre! Que sonho de felicidade: ter, de repente e outra vez, o que nunca pode conseguir com o próprio trabalho, por falta de inteligência. Na política basta a mentira, para superar obstáculos, vencer a concorrência, e instalar-se no palácio! Caminho curto, fácil e compensador!

Observou um militar, que o político nunca olha para cima, para a ponta do mastro, onde está ou deveria estar o Pavilhão Nacional. Seu patriotismo é diferente: ele sempre só olha para os lados, para assegurar-se de que está sozinho; e depois para o fundo das gavetas e dos cofres.

É certo, ponderado e justo não generalizar os políticos como desonestos. Embora com dificuldade, pelo número reduzido que há no seio da classe, encontramos pessoas corretas, imbuídas do melhor propósito para operar em benefício dos seus representados. Como político honesto, tivemos como exemplo, o saudoso Vivaldo de Oliveira: depois de expirado o mandato de Prefeito, trabalhou mais trinta anos na Junta Comercial, para obter sua aposentadoria.

A propósito de pretensos candidatos à Prefeitura, que já exerceram a função e desapontaram seus eleitores, plagiamos Fernando Curado (Veja, ed. 12.08.2015, à pág. 30): “Quem já foi, não sabe fazer nada diferente do que já fez.”

Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br)

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