Pepressão ao criminoso

O palácio, a glória, o chulé e a jaula por José Alberto Vasconcellos

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08/12/2018 12h20 - Divulgação (TP)

 

O corrupto brasileiro é um ser humano equipado com um acessório que só ele possui: Um conjunto de genes (al. Gen). "Elemento de um cromossomo que condiciona a transmissão e a manifestação dos caracteres hereditários." O corrupto, o bandido, o escroque, herda os cromossomos evoluídos do Troglodita, aquele homem açambarcado pela teoria do evolucionismo de Charles Darwin (1809 – 1882), descrita com muita precisão no seu livro "A Origem das Espécies", editado em 1859, onde afiança que o homem — paralelamente ao criacionismo de que nos informa a Bíblia Sagrada, de que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança — teria ele, também, evoluido tal e qual qualquer outro mamífero, explicando, assim, o que nos atestaram e atestam os paleontólogos e os arqueólogos, escorados nos testes de Carbono l4; e, atualmente, os sociólogos, escorados na rotação da mecânica social.

O corrupto é diferente e revoga o dito popular de que "quem tem "c." tem medo!" — ele: o corrupto, o escroque, o peculatário, o bandido, e... — não têm medo! Prova isso o fato de que a polícia tem prendido, vem prendendo e prende hoje corruptos e, mesmo assim, eles que roubavam, roubam, continuam roubando ou ainda estão começando a roubar hoje, destemidos e inteiramente alheios à ação policial e o conseqüente recolhimento numa jaula.

O desprezo às ações policiais tem suas justificativas: recolhido numa jaula, o bandido corrupto tem direito a três ou quatro refeições por dia, salário reclusão, visita íntima, banho quente e até cama macia. Essas refeições superam em 500% o teor nutritivo das Merendas Escolares, porque os alunos, ainda crianças, ainda não aprenderam, colocar fogo nos colchões, quebrar móveis e destelhar as escolas, apenas definham fisicamente, famintos e mergulhados na ignorância, porque o ensino em nossa Pátria é uma vergonhosa encenação!

A repressão ao criminoso que se tem no Brasil, "Além de ineficaz, a atual política para o setor é onerosa para o bolso do contribuinte (...) o custo médio de um detento para os cofres públicos é de R$3.500,00 podendo, em alguns casos, chegar a R$5.000,00 (...) está muito distante de conseguir (...) a ressocialização dos condenados (...) o detento sai pior do que entrou (...) o "auxílio reclusão" benefício pago mensalmente pelo INSS a dependentes de presos, somente em 2017, chegou ao montante de R$ 840 milhões!" (Editorial, jornal "O Progresso", ed. 06.12/2018).

Aqui, fora das cadeias, um velho que trabalhou a vida inteira honestamente, em benefício do País, não tem onde morar; não tem assistência à saúde e tampouco os remédios que precisa para viver; contudo estará feliz, se conseguir comer, pelo menos, uma vez por dia!

Um detento custa de R$3.500 a R$5.000 por mês, conforme o editorial do jornal "O Progresso". Confinado e cumulado com regalias, orienta seus comparsas livres a praticarem crimes e ainda determinam que seus parceiros matem policiais, como vem ocorrendo, quando se observa que setores da justiça, tem preocupado-se mais em condenar o policial que matou o bandido do que o bandido que matou o policial.

Empolgados, bandidos que se multiplicam a cada instante, têm matado um elevado número de jovens policiais, que deixam sua prole ainda nos primeiros anos de vida, tudo decorrente da ineficiência da repressão, desprovida de armas modernas e potentes, equipamentos, proventos à altura da perigosa missão do policial e, não raramente, pela falta do interesse dos governantes, estes muita vez, associados ao crime que se tenta combater, como se viu recentemente, quando a Polícia Federal prendeu o governador do Rio de Janeiro, o popular "PEZÃO", no Palácio onde morava e administrava o estado do Rio de Janeiro. Ao desvalido e recluso PEZÃO, resta-lhe tão só curtir, solitário, o próprio CHULÉ, que tanto desconforto deu àqueles que tiveram de aturá-lo!

Finalmente, a pergunta que se faz diante do estado de miserabilidade em que vivem milhões de brasileiros, se compensa manter alojados em prédios públicos, sujeitos como o "Fernandinho Beira-Mar", o "Marcola" e muitos outros, que exigem segurança redobrada e, em decorrência dessa segurança, remoções pelo País em aviões da FAB, na busca de melhor local para isolá-los e, ter como contra-partida, ordens que deles emanam, mandando matar policiais e instrução para sua quadrilha a praticar determinados crimes, que apavoram a sociedade.

Guardar e conservar vivo um bandido p´ra que? Esse cuidado em guardá-lo e conservá-lo é como criar cascavel para picar quem dela tem apreço.

06.12.2018 (4680) Membro da Academia Douradense de Letras. (josealbertovasco@yahoo.com.br).

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