05/12/2016 14h10

Artigo: Para terça-feira 2090 caracteres

Por: Rosildo Barcellos

Divulgação: Dora Nunes
 
 
Foto: Igrejinha Foto: Igrejinha

Samba,

Agoniza mas não morre,

Alguém sempre te socorre,

Antes do suspiro derradeiro.

Samba,

Negro, forte, destemido,

Foi duramente perseguido,

Na esquina, no botequim, no terreiro

Acredito que este fragmento de Nelson Sargento no samba "agoniza mas não morre" sintetiza a enigmática e envolvente palavra "Samba", que notoriamente é um dos ritmos musicais mais cultuados em toda a história da cultura brasileira. O samba teve o seu Dia Nacional instituído em 1963 e é marcado com comemorações em praça pública desde 1972,e isto posto,é exaltado com a gloriosa e merecida data de 02 de dezembro.

Evidentemente não podemos esquecer que a força do samba como patrimônio cultural brasileiro torna imprescindível uma reflexão sobre o passado e sobre a própria história do Brasil, a partir deste que se tornou um dos principais símbolos da identidade nacional. Quem apenas ouve falar do samba, não tem noção de que essa palavra já foi sinônimo de perseguição, liberação, veneração, esquecimento e vigor. No Rio de Janeiro a divertidíssima festa fica por conta do Pagode do Trem. A idéia do samba surgiu quando moradores de Oswaldo Cruz resolveram criar um movimento para revitalizar o bairro, era o "Acorda, Oswaldo Cruz". No Dia do Samba a população se reúne na Central do Brasil, lotava um trem e seguia tocando e cantando até Oswaldo Cruz. Mato Grosso, não ficou de fora e também comemorou.

Entrementes, a música em si faz com que o homem seja diferente em seu cotidiano, inclusive entendendo melhor a história e isso digo para todos os ritmos. Acontece que o samba na sua malemolência, faz com que o coração pulse no tom do surdo ,da mesma forma que faz a lágrima cair com o choro da cuíca, o que sabe fazer muito bem a primeira mestre de bateria do país, (Categoria Adulto) da nossa estimada escola de Samba Igrejinha Nayara Crystina Dal Pogetto Freire Thomas. E mesmo o samba mais triste, traz em seu bojo a frase que eternizou a Imperatriz Leopoldinense, como campeã do carnaval carioca em 1989 e volta e meia é nosso clamor maior: Liberdade, liberdade...abre as asas sobre nós.

*Articulista

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